Portugal é o terceiro país mais pacífico do mundo - relatório internacional

Os dados do Institute for Economics and Peace (Instituto para Economia e Paz) concluem que Portugal é o terceiro país mais pacífico do mundo no índice do Global Peace Index.

Além de Portugal, o pódio inclui a Islândia (em primeiro lugar, posição que o país ocupa desde 2008) e a Nova Zelândia (em segundo).

Foram 93 os países que registaram melhorias em termos de paz, enquanto em 63 estados a paz deteriorou-se, como, por exemplo, nos Estados Unidos, que vivem uma turbulência política tanto a nível doméstico como exterior.

O mundo tornou-se num lugar mais pacífico em 2017, de acordo com dados divulgados hoje no Global Peace Index (GPI). Ainda assim verifica-se uma melhoria da paz mundial. impulsionada pelos níveis mais baixos de terror patrocinados pelos Estados, menos execuções extrajudiciais e tortura, e a retirada prévia de forças militares do Afeganistão.

Os planos para a paz mundial melhoraram em 2017, apesar de um declínio notável nos EU e instabilidade politica Europeia. "As condições subjacentes ao aumento da desigualdade, aumentando as perceções de corrupção, e a queda da liberdade de imprensa são fatores que contribuíram para este declínio nos Estados Unidos, resultando na diminuição global da paz na região da América do Norte". O rápido aumento de apoio aos partidos populistas na última década aproxima-se mais ou menos com declínio na Paz Positiva, com alguns dos maiores decréscimos registados em Itália, França e Espanha.

O impacto global económico de violência ascendeu a 14,3 mil milhões de dólares ou 12.6% do PIB mundial, e é muito maior em menos países pacíficos, custando o equivalente a 37% do PIB nos 10 países menos pacíficos.

No fundo da tabela está a Síria, como o país menos pacífico, precedido pelo Afeganistão, Iraque, Sudão do Sul e Iémen - todos países onde os conflitos armados são uma realidade constante.

Segundo as contas apresentadas nesta 11ª edição do GPI, o número de países atingidos por um enorme número de morrer por terrorismo cresceu para os 23, assinalando uma nova marca.


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