Porto Rico vota para ser o 51º estado dos EUA

O governador de Porto Rico, Pedro Rossello, se comprometeu a avançar na missão de tornar a ilha o 51º Estado norte-americano.

Porto Rico é um país independente, mas está sob proteção dos Estados Unidos desde 1898, quando foi oferecido aos EUA como contrapartida pelo fim da guerra hispano-americana, com os porto-riquenhos a terem cidadania norte-americana, mas sem terem a totalidade dos direitos políticos.

Segundo resultados preliminares, cerca de que meio milhão de cidadãos (97% dos votantes) escolheu que o território se torne num estado norte-americano, 7.600 votos foram a favor da independência e 6.700 para que se mantenha a situação actual (de estado associado aos Estados Unidos). A oposição em Porto Rico boicotou o referendo.

Esses resultados eram previsíveis, considerado o boicote dos partidos Independentista Porto-riquenho (PIP) e Popular Democrático (PPD), que consideraram a consulta "uma farsa", pois o referendo não é vinculante para os EUA.

O presidente do anexionista Partido Novo Progressista (PNP) manifestou que seu governo lutará "em Washington e no mundo inteiro" para conseguir a anexação.

Entre as razões que levaram a esse voto, está a grave crise econômica que Porto Rico atravessa há mais de uma década.

Actualmente, 46% de habitantes de Porto Rico vivem na pobreza.


Desde o final do século XIX, a ilha de Porto Rico, localizada no Mar do Caribe, é um território associado aos EUA.

Com uma dívida de 70 mil milhões, a ilha pode ter dificuldades em convencer Washington a adicionar mais uma estrela à bandeira.

Michelle Sierra, partidária da plena anexação de Porto Rico, afirma que optou pela "anexação porque merecemos um futuro melhor e os meus filhos merecem um futuro melhor".

O povo da ilha pode entrar e deixar livremente os Estados Unidos e as duas economias estão intimamente ligadas.

Mas os porto-riquenhos são representados no Congresso por apenas um comissário com voz, mas sem voto; e Washington tem a última palavra em assuntos de seus territórios.

"Em qualquer democracia, a vontade expressa da maioria que participa nos processos eleitorais sempre prevalece", disse Rossello.


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