Temer apela a Alckmin e Doria para manter PSDB

Marcada para esta segunda-feira (12), em Brasília, o encontro pode definir a saída dos tucanos da base aliada.

Após a vitória de Temer no julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sexta-feira (9), o presidente, por meio de aliados e ministros do PSDB, pediu a Doria e a Alckmin que deem mais tempo a ele para reorganizar sua base.

- Na minha opinião, a crise se aprofunda se nós continuarmos a render e dar força a um governo que acabou, que dificilmente conseguirá votar pautas importantes como a reforma da Previdência e já tem dificuldade em concluir a reforma trabalhista. Dentro do próprio PSDB é dado como certo que Temer não conseguirá fazer as reformas sem o apoio dos tucanos. Jucá também é presidente do PMDB.

Tanto Doria quanto Alckmin têm pretensões para as eleições de 2018.

A ambos interessaria manter Temer no cargo, porém com baixa popularidade até 2018, quando um dos dois poderá ser o candidato a presidente, lembra o matutino. Para isso, ligou para o ex-ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim para dar início a essa articulação. "Se vai preservar os ministérios, não importa".

O presidente do Instituto Teotônio Vilela (ITV), José Aníbal, voltou a defender a permanência do PSDB na base do governo Temer.

Na reunião desta segunda-feira, a defesa mais enfática pelo rompimento será feita pelos "cabeças-pretas", como são chamados os tucanos mais novos. Para ele, este é o momento de o partido decidir de qual desses lados quer chegar até o ano que vem.


Um deputado do partido brincou que será uma decisão "tipicamente tucana", ou seja, que não terá vencedores e nem vencidos. "A ideia é não tomar uma decisão".

Mesmo se o governo Temer sobreviver às denuncias, o que está em jogo agora, dizem os dirigentes tucanos, é o futuro do partido e seu papel em 2018. A avaliação recorrente é de que o PSDBperdeu o protagonismo do desembarque e ainda queimou a largada ao prospectar a eventual candidatura de Tasso Jereissati (CE) em caso de eleição indireta. O pensamento é de que, caso o PSDB desembarque, o PMDB, maior partido do Congresso, atuará para que o tucano seja cassado.

Geraldo Alckmin, Aécio Neves e João Doria já não escondem que manobram para dar sustentação ao peemedebista. Segundo tucanos da cúpula, a tendência, hoje, é que não haja o rompimento com o Palácio do Planalto, mas que todos fiquem livres para se posicionarem como quiserem sobre o governo.

Com 46 deputados e 11 senadores, o PSDB está dividido sobre o desembarque.

"Não consta que as bases estão se manifestando".

A maioria da bancada tucana da Câmara quer desembarcar. "Esse grupo defende majoritariamente que o partido continue apoiando o governo e as reformas", minimizou o senador Paulo Bauer (SC), líder do PSDB no Senado.


Popular

CONNECT