IBGE: índice de média móvel trimestral do varejo cai 0,2% em abril

A variação da média móvel trimestral ficou em 0,2%, considerada praticamente estável tanto em volume, quando em receita nominal de vendas.

Em abril de 2017, as vendas do varejo na Bahia cresceram 2,1% na comparação com março, recuperando em parte as perdas registradas na passagem de janeiro para fevereiro (-1,1%) e de fevereiro para março (-2,3%), na série livre de influências sazonais.

No acumulado do ano, o varejo ampliado encolheu 1,8% até abril, enquanto que recuou 6,3% nos últimos 12 meses para o volume de vendas.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 1,5% em abril ante março, na série com ajuste sazonal. Na comparação com abril de 2016, Goiás (-10,2%) teve a maior queda nas vendas do varejo, enquanto Santa Catarina registrou o maior crescimento (24,5%).

O IBGE revisou o resultado das vendas no varejo em março ante fevereiro, de um recuo de 1,9% para queda de 1,2%.


Nesse tipo de comparação, com o mesmo mês do ano anterior, é a primeira alta desde março de 2015.

A pressão negativa veio dos segmentos livros, jornais, revistas e papelaria (-4,1%); Móveis e eletrodomésticos (-2,8%), combustíveis e lubrificantes (-0,8%); e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,4%). Já as vendas do setor de outros artigos de uso pessoal e doméstico permaneceram estáveis, com 0,1%. Foi o melhor resultado para abril desde 2006, quando houve alta de 1,1%.

Para a receita nominal de vendas, além de 1,5% do crescimento acumulado no ano, os indicadores prosseguem com variações positivas de 3,4% frente a abril de 2016 e de 3,4 % no acumulado dos últimos doze meses. A principal influência positiva foi a dos hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com um aumento de 0,9% nas vendas. Em abril de 2008, o varejo também tinha registrado elevação de 1%. Mesmo com a alta de 1%, o nível de vendas do varejo está 9,9% abaixo do pico histórico, registrado em novembro de 2014. Desse modo, o indicador acumulado para os primeiros quatro meses do ano subiu 6,3%, enquanto obteve taxa acumulada negativa de 5,9% nos últimos 12 meses.

Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com 4,5% também se destacou ante a abril do ano passado. O resultado para o volume de vendas compensou parte da queda de 1,6% acumulada nos dois meses anteriores.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior o retalho brasileiro obteve um crescimento de 1,9% para o total das vendas. As maiores quedas foram apontadas em Rondônia, com -11%, Goiás, com -10,5% e Piauí, com -9,8%. Na participação na composição da taxa do comércio varejista ampliado, São Paulo foi o destaque, com recuo de 3,1%.


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