Para Perillo, reunião de Temer com governadores demonstra normalidade no governo

Há uma demanda global dos mandatários por créditos estimados em R$ 20 bilhões, para sanear as contas de todos os Estados.

O gesto político ocorre no momento em que Temer busca manter unida a sua base aliada no Congresso para barrar a denúncia contra ele que será enviada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para depois tentar retomar a votação das reformas.

A primeira fase do refinanciamento, a ser executada em 2017, prevê a repactuação de R$ 20 bilhões em dívidas de Estados com o BNDES que têm garantia da União. Deputados e senadores defendem o desembarque, mas os governadores do PSDB querem permanecer no governo.

"Todos saímos satisfeitos com a forma como as coisas se deram, objetivas".


O governador Pedro Taques disse na época que o presidente Michel Temer precisaria se explicar ao país sobre os áudios divulgados que demonstrariam um suposto apoio para comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB).

Segundo Dias, haverá um "esforço concentrado" por parte do governo para que os novos contratos da primeira fase, com as condições renegociadas, sejam assinados até julho deste ano. O Piauí tem um pedido de R$ 315 milhões para a infraestrutura.

Agenda - Antes do jantar, marcado para 20h (horário de Brasília), o governador Reinaldo Azambuja participa de reuniões com a cúpula do PSDB e tem audiência às 17h30 no Ministério das Cidades, onde vai tratar de recursos para o setor de habitação. "Outra parte, que diz respeito aos estádios da Copa, que incomoda demais vários estados, isso não tem o aval da União e esse assunto vai ser discutido, tema que resulta em aproximadamente R$ 30 bilhões [de dívidas dos] estados que fizeram", disse Perillo, complementando que a securitização de dívidas, os precatórios e depósitos judiciais também foram ponto de pauta. A medida é importante para dar um alívio de caixa aos Estados, que enfrentam crise financeira. Nós pedimos ao Paulo Rabello Castro (presidente do banco), ele vai fazer um estudo, nesses dias, embora tenha estado há poucos dias no BNDES.

Cálculos preliminares da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) encaminhados no ano passado para a assessoria técnica do Senado Federal indicam que os Estados têm um potencial de venda de R$ 60,5 bilhões de dívidas que foram parceladas.


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