Funaro volta a depor e pode ampliar pressão sobre Temer

"Mas, se fizermos um acordo, não vamos ter predileção", adiantou o advogado. Funaro está preso desde julho do ano passado em Brasília.

No primeiro depoimento, Funaro acusou Geddel de fazer sondagens para saber se ele iria mesmo fazer acordo de delação premiada, como estava sendo ventilado pela imprensa. Figueiredo ressaltou que, se houver alguma coisa para revelar sobre o presidente, tudo será feito sob "o mais absoluto sigilo e prudência". Parte do dinheiro teria sido entregue por Funaro no escritório de advocacia de José Yunes Filho, um dos ex-auxiliares e amigo pessoal de Temer. Cunha disse que nunca negociou seu silêncio com o governo federal.

Convocado para esclarecer alguns pontos do último interrogatório, Funaro respondeu todas as perguntas que lhes foram feitas e, inclusive, fez declarações sobre o presidente Michel Temer (PMDB) e o ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, acusados por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça.


De acordo com pessoas próximas, o ex-deputado não recuou ao evitar ataques a Temer em seu depoimento.

Assim como Funaro, Eduardo Cunha também negou, em depoimento prestado na quarta-feira em Curitiba, onde está preso, ter recebido dinheiro da JBS para ficar calado. O ex-deputado foi condenado a 15 anos de prisão pelo juiz Sergio Moro por colaborar no esquema de corrupção da Petrobras.

O inquérito que investiga o presidente Temer foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin após a delação da empresa JBS. Isso porque, em relação a esse tema específico, conforme a defesa, é mais fácil responder nos autos. Caso seja firmada, a colaboração dele promete detalhar desvios financeiros praticados pelo PMDB da Câmara dos Deputados - grupo liderado por Temer, principal alvo de sua delação.


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