Pelo menos 30 pessoas morreram no incêndio do prédio em Londres

A rainha Elizabeth II e o príncipe William visitaram os feridos do incêndio na Grenfell Tower nesta manhã.

A rapidez com a qual as chamas se espalharam, transformando a torre em uma armadilha mortal para muitos dos seus ocupantes, traz agora muitas dúvidas sobre as condições da segurança do edifício.

O deputado trabalhista David Lammy, do distrito londrino de Tottenham, postou em sua conta no Twitter uma mensagem solicitando qualquer informação sobre Khadija Saye, uma fotógrafa de 24 anos que vivia no imóvel e teve seu trabalho exposto recentemente na Bienal de Veneza.

A primeira-ministra Theresa May não se expôs à revolta do público ao evitar os parentes e moradores, optando por visitar apenas as equipes de resgate, o que, no entanto, rendeu críticas de falta sensibilidade.

A polícia de Londres elevou hoje para 17 o número de mortos no incêndio, encontrando-se ainda hospitalizadas mais de 30 pessoas, 17 das quais em estado crítico, segundo os serviços de emergência. Segundo as autoridades, 70 pessoas ainda estão desaparecidas. A polícia também anunciou o balanço de 24 feridos, 12 em estado grave. Outras testemunhas contaram à agência britânica PA que viram pais jogando os filhos pelas janelas na direção de pessoas que estavam nas ruas, em uma tentativa desesperada de salvar as crianças das chamas.

Depois de confirmar que ainda não foi possível estabelecer a origem do incêndio, referiu que estas equipas especializadas levaram cães para tentar encontrar os desaparecidos, que cifrou "em dezenas", sem conseguir dar um número exato.


Em uma declaração à imprensa, Cundy disse que, "neste momento, não há nada que indique que o fogo foi provocado deliberadamente". "O meu coração está com todas as pessoas da Torre Grenfell".

O edifício Grenfell Tower foi construído em 1974 e reformado no ano passado em uma obra orçada em £ 10 milhões (R$ 46 milhões), segundo o "Financial Times".

Um bebê foi salvo após ter sido jogado por uma mulher do nono ou décimo andar, explicou uma moradora que estava fora do edifício de 120 apartamentos, situado no bairro de Kensington.

O centro das suspeitas, em função da velocidade de propagação do fogo, é um revestimento instalado em toda a fachada e que pode ter atuado como uma chaminé.

A Rydon, empresa que reformou o prédio em 2016, disse que as obras "atenderam todos os padrões de controle e segurança".


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