Marcelo pede unidade em torno da Agência Europeia do Medicamento

"Depois, que definam por consenso, para um não defender uma coisa e outro defender outra", pediu Marcelo Rebelo de Sousa, questionado sobre a possibilidade de ainda haver unidade nacional relativamente à localidade portuguesa a candidatar à sede da EMA, que deve abandonar Londres com a saída do Reino Unido da União Europeia.

"Sabemos que a concorrência é de peso (.) mas todos os esforços são válidos para conseguirmos que este importante ativo comunitário se transfira para Portugal", refere a OF, notando que com este projeto "alargam-se portas ao desenvolvimento económico e científico na área da Saúde e, em particular, do medicamento".

O Governo decidiu incluir a cidade do Porto na comissão de candidatura de Portugal à localização da sede da Agência Europeia do Medicamento (EMA). O que o PR pode desejar, em primeiro lugar, é que rapidamente os partidos definam uma posição. Fala-se do Porto e de Braga.

"Era muito importante que Portugal ganhasse", sublinhou.

A mesma nota lembra que "no final de 2016, à luz dos requisitos pré-definidos pela Agência, foi considerado que Lisboa seria a cidade que reunia, à partida, as melhores condições para uma candidatura ganhadora" e que esta candidatura foi aprovada pelo Conselho de Ministros de 27 de abril, a que se seguiu um voto de saudação, aprovado por unanimidade, pela Assembleia da República a 11 de maio. Depois os partidos começaram a refletir e apresentar outras ideias. De acordo com a Agência Lusa, António Costa, numa carta dirigida a Rui Moreira, explicou ter decidido candidatar Lisboa devido à "conveniência da proximidade do Infarmed" e por "ser fator de preferência a existência de Escola Europeia, que só Lisboa poderá vir a ter".

O vereador socialista e candidato à Câmara Municipal do Porto, Manuel Pizarro, convocou uma conferência de imprensa para pouco tempo depois da publicação da posição do Ministério da Saúde, que dava conta do recuo do Governo.

Isto depois de a autarquia portuense ter pedido explicações sobre a decisão.

Daí para cá, um grupo de deputados do PSD defendeu a instalação da EMA em Coimbra, tendo questionado o Governo sobre se a cidade foi estudada como alternativa a Lisboa para receber aquele organismo.

No mesmo dia, o presidente da Câmara de Braga criticou o Governo e a União Europeia por não ter recebido "até à data" nenhuma informação "concreta" e "rigorosa" sobre os requisitos para acolher a EMA.


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