Mercado financeiro reduz projeção para inflação e PIB

O mercado reviu para baixo mais uma vez as projeções tanto para a inflação quanto para o crescimento da economia brasileira em 2017 e 2018, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira. Esse resultado desencadeou uma série de revisões - no Focus anterior, por exemplo - a expectativa para o IPCA tinha saído de alta de 0,20% para zero.

Com relação à atividade econômica, os analistas reduziram pela segunda semana a expectativa de crescimento deste ano, de 0,41% para 0,40%. Há um mês, estava em 3,92%.

Já a taxa básica de juros, a Selic, encerrará 2017 e 2018 em 8,5% ao ano, de acordo com as previsões das instituições financeiras consultadas.

Por outro lado, o mercado manteve estáveis as projeções para a taxa básica de juros, a Selic, em 8,50% para o fim de 2017 e o fim de 2018.


A produção industrial somente crescerá 0,60% neste ano, segundo o relatório Focus, que há semana previa um aumento de 0,94% e há quatro anunciava um aumento de 1,30%. Atualmente, a taxa está em 10,25% ao ano. Ele destacou que isso "não têm implicação relevante para a condução da política monetária".

A projeção do mercado volta a ficar abaixo da meta central do governo federal -aumento de 0,5% em 2017. Para 2018, a projeção agora é de 4,33 por cento, de 4,37 por cento antes.

Calculados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do dólar e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas. No caso de 2018, o índice seguiu em 4,50%, mesmo patamar de um mês atrás. Há um mês, a mediana projetada era de 8,13%. Em ambos os casos, os indicadores se distanciaram ainda mais do centro da meta oficial de inflação, de 4,5 por cento, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.


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