Irã lança mísseis contra sede do EI no leste da Síria

Este ataque, o primeiro realizado do Irã, é a resposta ao duplo atentado reivindicado pelo EI em Teerã no dia 7 contra o Parlamento e o mausoléu do ímã Khomeini, que causou 17 mortos e dezena de feridos.

Embora esteja envolvido na luta contra o terrorismo no Médio Oriente, entre os quais o autoproclamado Estado Islâmico, esta foi a primeira vez que foram disparados mísseis a partir do país contra os grupos jihadistas na Síria. "Um grande número de terroristas foi morto e os seus equipamentos e armas destruídos", lê-se no comunicado dos Guardiães.

O ataque de represália iraniano teve como alvo "a base de comando (.) dos terroristas em Deir Ezzor, no leste da Síria", acrescentou.

"Os mísseis atravessaram o céu iraquiano e atingiram seus alvos na Síria", disse o general Amir Ali Hadjizadeh, comandante da força aeroespacial da Guarda Revolucionária.

A tropa de elite do Irão avisa ainda aos "terroristas e aos seus protetores na região e fora da região" que "em caso de repetição destes ataques satânicos contra o povo iraniano, eles deverão esperar a ira revolucionária e as chamas da vingança".

O Irão condenou na sexta-feira a votação, afirmando que ela é "totalmente ilegal e ilegítima".

O Senado americano aprovou na quinta-feira (15) um novo texto legislativo que impõe sanções a qualquer pessoa ou empresa estrangeira que faça negócios com uma entidade já designada pelo governo dos EUA pela sua conexão com o programa de mísseis balísticos do Irã.

O porta-voz também rejeitou as acusações "injustificáveis" sobre as forças militares iranianas e seu programa de mísseis que afirmou serem "totalmente legítimos", pois não violam a resolução 2.231 do Conselho de Segurança da ONU.


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