Incêndio dominado — Pedrógão Grande

Mas o número de feridos foi revisado em alta, a 157, com sete pessoas em estado grave, incluindo uma criança.

Número de mortos avançou para 64.

O Comandante operacional da Proteção Civil, Vítor Vaz Pinto, negou que tivesse caído alguma aeronave nas operações de combate aos incêndios que estivesse ao serviço da Autoridade Nacional de Proteção Civil, não confirmando informações avançadas esta tarde alegadamente por fontes da própria Proteção Civil.

"Não houve falha nenhuma de comunicação, houve um alerta de queda de uma aeronave, e os meios de socorro seguiram para o terreno".

"Trata-se de um perímetro muito grande, de cerca de 153km, e dentro existem várias bolsas que não arderam. Vamos continuar a ter situações de emergência, de incêndio, de evacuar", disse, considerando mesmo a fase de incêndio dominado é "muito complicada, também".

Os fogos mais preocupantes, ainda por controlar, são em Góis (distrito de Coimbra) e Pedrógão Grande (distrito de Leiria).

Em termos geográficos, antes de Leiria entrar agora neste registo trágico, os distritos mais afectados eram o de Vila Real, que somava 3.118 hectares, um quinto do total da área ardida em Portugal Continental, e que até 15 de Junho registou quatro grandes incêndios, acima dos cem hectares. No briefing matinal, Vaz Pinto referiu problemas técnicos, nomeadamente de visibilidade, que estavam a impedir estes meios de operar.

A combater as chamas em Góis estavam, pela mesma hora, 1.143 bombeiros, apoiados por 399 veículos.

Outro dos principais incêndios a lavrar em Portugal é o fogo em Góis, no distrito de Coimbra, que deflagrou pelas 15:00 de sábado e que se mantém em curso, mobilizando já 1.054 bombeiros, 362 viaturas e oito meios aéreos.

O EFFIS, do Centro de Investigação Comum da Comissão Europeia, que apresenta as áreas ardidas cartografadas em imagens de satélite (com uma resolução espacial de 250 metros), mostra que o incêndio que começou em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, e alastrou depois aos concelhos vizinhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, tinha até hoje 25.969 hectares de área ardida.


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