Brasil amarga pior déficit primário para maio

A Secretaria do Tesouro Nacional informou que o rombo da Previdência Social (sistema público que atende aos trabalhadores do setor privado) avançou de R$ 49,73 bilhões, nos cinco primeiros meses de 2016, para R$ 70,02 bilhões no mesmo período deste ano, um aumento de 40,8%.

De acordo com informações do G1, esse foi o pior resultado para meses de maio desde o início da série histórica, em 1997, ou seja, em 21 anos.

O resultado primário acumulado em 12 meses registrou deficit de R$ 167,6 bilhões, o que corresponde a 2,59% do PIB.

Entre os R$ 15 bilhões não incluídos nas estimativas de receitas, a secretária do Tesouro citou o projeto de lei que regulamenta o pagamento de precatórios pela União, que pode render R$ 8,6 bilhões aos cofres federais; e a medida provisória que reabriu o parcelamento de dívidas de contribuintes com a União, que pode render R$ 5 bilhões a mais que o inicialmente previsto. Com isso, a economia no ano vai variar entre R$ 600 e R$ 700 milhões. Em abril deste ano, o resultado foi positivo em R$ 12,908 bilhões e em maio de 2016 houve déficit primário de R$ 18,125 bilhões. Para piorar, os dados representam o terceiro pior resultado para qualquer mês.

Atualmente, R$ 38 bilhões de despesas discricionárias (não obrigatórias) estão bloqueados para assegurar o cumprimento da meta de déficit de R$ 139 bilhões. Os governos estaduais apresentaram superávit de R$ 658 milhões e os municipais, resultado positivo de R$ 235 milhões.


De acordo com a secretária, existem R$ 15 bilhões de receitas extraordinárias em tramitação no Congresso que ainda não foram incluídas nas estimativas da equipe econômica.

Superavit ou deficit primário é o quanto de despesa ou receita o governo gera, após a quitação de seus gastos, sem considerar os pagamentos com os juros da dívida.

Como o governo precisa reduzir a proporção da dívida pública em relação ao PIB, a economia de receitas tem sido usada para pagar os juros desses débitos de modo a impedir seu maior crescimento e sinalizar ao mercado que haverá recursos suficientes para honrá-los no futuro.

O governo ainda diz aguardar a entrada de R$ 28 bilhões com concessões. Como não economizou nenhum centavo para isso, teve de financiar esse pagamento. Já a dívida líquida atingiu 48,1 por cento, acima de 47,4 por cento do mês anterior.


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