Iraque declara fim do Estado Islâmico no país após recapturar mesquita histórica

Segundo Assadi, na parte antiga de Mossul, último reduto dos extremistas, restam entre 200 e 300 combatentes do EI. Com isso, autoridades esperam que a longa batalha pela cidade termine nos próximos dias. Naquele dia, ele informou ao mundo a criação do "Califado islâmico", que tinha Mosul como capital e seguia até a Síria, em uma demonstração de poder dos jihadistas.

Poucas horas antes, as forças iraquianas haviam anunciado a retomada da mesquita Al-Nuri.

"Não posso façar de um cronograma para isso, mas percebo que a reconquista está mais próxima de dias do que de uma semana ou semanas", afirmou o porta-voz da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, Ryan Dillon. "A explosão da mesquita Al Nuri e do minarete [tore da mesquita] de Al Hadbaa pelo Daesh [Estado Islâmico] e a volta deles à pátria hoje é uma declaração do fim do ilegítimo estado do Daesh", disse. Foi na mesquita que o líder do EI, Abu Bakr al-Baghdadi, fez sua única aparição pública e proclamou seu califado em julho de 2014, pouco depois da conquista da cidade.


Três anos depois de tomar Mossul, o paradeiro de Baghdadi continua desconhecido, enquanto que o EI perdeu a maior parte dos territórios que ocupava como resultado de uma ofensiva lançada em junho de 2014.

O bastião sírio do Estado Islâmico, Raqqa, também está sob cerco. "As forças retomaram o controle da Ponte de Ferro, na parte antiga da cidade, na margem direita [do rio Tigre]", diz a nota. No início do mês, o comandante da coalizão, o general americano Stephen Townsend, disse que a luta para a retomada da cidade seria um "golpe decisivo à ideia de califado".

O território do "califado" passou de 90.000 km2 em janeiro de 2015 para 36.200 km2 em junho de 2017, aponta a empresa com sede em Londres. "Três anos após a sua proclamação, é evidente que o projeto de governança do califado fracassou", observa Columb Strack, um especialista em Oriente Médio do IHS Markit.


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