Pessoas que bebem café vivem mais, diz pesquisa

Mas os especialistas advertem que os dois estudos, ambos publicados nos Annals of Internal Medicine, não mostram que beber café estava por trás do risco de morte mais baixo. Entretanto, o consumo moderado de café não é prejudicial para a saúde e incorporar a bebida à dieta pode ter efeitos benéficos. Essa associação foi ainda mais forte para quem bebe de duas a três xícaras por dia: 18% reduziram a chance de morte. De acordo com um das pesquisas, benefícios para a saúde podem ser associados ao consumo da bebida com ou sem cafeína. Após considerarem fatores como dieta e tabagismo entre os participantes, que poderiam interferir nos resultados, os cientistas descobriram que aqueles que mais consumiam café tinham um menor risco de morte, comparado aos que não tomavam.

O segundo estudo, que incluiu mais de 180 mil participantes de diversas origens étnicas nos Estados Unidos, encontrou benefícios à longevidade independentemente de o café ter cafeína ou ser descafeinado.

As pessoas que consumem uma xícara de café ao dia eram 12% menos propensas a morrer em comparação com aquelas que não consumiam.

Os dois estudos foram de natureza puramente observacional - ou seja, não se debruçaram sobre os porquês dos riscos diminuídos de morte e o consumo de café. "Se você não é um bebedor de café, precisa considerar se deveria começar", aconselhou Verônica Setiawan, professora de medicina preventiva da Keck School of Medicine da Universidade do Sul da Califórnia em entrevista à agência AFP.

- Se você gosta de tomar café, beba.

No entanto, é importante ficar atento para a temperatura da bebida no momento de consumi-la.

Segundo Marc Gunter, principal autor do estudo da IARC, ainda não é seguro recomendar que as pessoas bebam mais ou menos café, mesmo com as recentes descobertas. Em se tratando de câncer de fígado e de endométrio, por exemplo, a bebida pode ser inclusive um fator protetor.

O estudo baseou-se na associação entre o café e a mortalidade em mais de 521 mil pessoas de dez países europeus (Portugal não está incluído). A organização constatou, então, que a temperatura pode ocasionar a doença, não as substâncias.


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