Brasileiro é um dos mais sedentários do mundo, segundo pesquisa

O período de análise foi de 95 dias e os cientistas concluíram que a média de passos dada por dia é de 4.961.

As descobertas foram publicadas na prestigiosa revista científica Nature. Contudo, o estudo provou que quanta maior é a desigualdade num país (isto é, a diferença entre os que caminham muito e os que caminham pouco), maior é a probabilidade da população sofrer à boleia de doenças relacionadas com o estilo de vida (e, neste caso, com o sedentarismo), sendo este risco mais intenso quando a diferença diz respeito ao género, ficando as mulheres mais vulneráveis. Segue-se a China (que foi analisada sem Hong Kong) e depois a Suécia. No ranking de países mais preguiçosos do mundo, entre 46 avaliados, o Brasil ficou na 7ª posição.

Entre os mais preguiçosos, apareceram os Estados Unidos (4.774 passos diários), os Emirados Árabes Unidos (4.516 passos diários) e o Brasil (4.289 passos diários).

Em declarações ao canal de televisão britânico BBC, Scott Delp, um dos investigadores envolvidos no estudo, disse que este trabalho tem uma dimensão mil vezes superior a estudos anteriores sobre o movimento humano. Houve pesquisas de saúde maravilhosas realizadas, mas a nossa fornece dados de mais países, de muitos indivíduos e rastreia a atividade das pessoas de forma contínua.


Uma das principais conclusões da pesquisa é que o número médio de passos diários em um país parece ser menos importante para os níveis de obesidade do que a "desigualdade de atividade".

Segundo os autores, o estudo apresentou uma forte relação no que chamaram de desigualdades de atividade, ou sejam, quanto maior a diferença entre os mais parados e os mais ativos, maiores as taxas de obesidade. Os Estados Unidos e o México tiveram uma média de passos diários similares, entretanto, o índice dos americanos apontou maior desigualdade e maior nível de obesidade.

Jure Leskovec, também integrante da equipe de pesquisa, disse: "Quando a desigualdade da atividade é maior, a atividade das mulheres é reduzida de forma muito mais dramática do que a atividade masculina e, portanto, as conexões negativas com a obesidade podem afetar as mulheres de forma mais importante".


Popular

CONNECT