Câmara marca votação de denúncia contra Temer para 2 de agosto

Após reunião com os líderes partidários, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu nesta quinta-feira (13) marcar para o dia 2 de agosto a votação em plenário da denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer. Segundo Maia, a sessão começará às 9 horas e deve ser concluída no mesmo dia.

Um novo relator, deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) foi designado para apresentar um parecer pela não autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar Temer.

Será necessário quórum mínimo de 342 deputados para que a sessão comece nesse dia. "Vencemos essa etapa e agora cabe a nós estamos aqui em agosto para votar essa matéria para o país", disse Ribeiro. Além disso, ele lembrou que após os debates e a fala da defesa ainda serão garantidos os tempos de encaminhamento dos líderes.

De acordo com o líder da Rede na Câmara, Alessandro Molon (RJ), se Maia confirmar que a votação da denúncia ficará para o mês de agosto, após o recesso parlamentar, os deputados da oposição não vão criar empecilhos para a apreciação do texto da CCJ nesta quinta.

Os dois parlamentares piauienses, membros na CCJ, votaram à favor de Temer, tanto rejeitando o parecer de Zveiter, como dizendo sim à recomendação favorável ao presidente.

- O único tucano da comissão que estava com o governo fez o relatório.

CABEÇA A PRÊMIO Sérgio Zveiter observa tela de Tiradentes na CCJ antes da rejeição do relatório sobre Temer
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Denúncia contra o presidente seguirá para votação pelo plenário da Câmara.

Já Bezerra seguiu a orientação do PMDB e também votou contra o prosseguimento da denúncia. Os deputados vão dizer sim ou não ao relatório, que pode ser a favor ou contra a abertura do processo no STF.

No inquérito, Janot acusa Temer de ter se aproveitado da condição de chefe do Poder Executivo e recebido, por intermédio do seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, "vantagem indevida" de R$ 500 mil. O valor teria sido oferecido pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, investigado na Operação Lava Jato.

"Por enquanto, a posição do presidente Michel Temer é pedir que apoiem as posições do governo e no devido momento essas posições serão avaliadas", acrescentou.

Questionado o que havia mudado, já que o próprio presidente Temer vinha defendendo pressa para derrubar a denúncia, Jucá afirmou que "mudou a interpretação dos fatos".


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