Conheça os desembargadores do TRF4 que julgarão Lula

Na sentença o Juiz Sérgio Moro enfrenta ainda uma das argumentações mais fortes da defesa do ex-presidente, a de que não há nenhuma prova de que Lula seja mesmo o proprietário do imóvel, pois não há documento escrito de titularidade. Lula disse que a condenação tem como objetivo tirá-lo do jogo político e afirmou que com isso vai reivindicar o direito de ser candidato à presidência em 2018.

"Afinal, nem a configuração do crime de corrupção, que se satisfaz com a solicitação ou a aceitação da vantagem indevida pelo agente público, nem a caracterização do crime de lavagem, que pressupõe estratagemas de ocultação e dissimulação, exigiriam para sua consumação a transferência formal da propriedade do Grupo OAS para o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 308".

Hoje ele é condenado em primeira instância, réu em outras quatro ações e já denunciado em uma quinta, que aguarda apreciação de Moro.

Entre as nove penas reduzidas, estão as do ex-deputado federal André Vargas, do irmão dele Leon Vargas e do publicitário Ricardo Hoffmann.

O desembargador também comentou a sentença do juiz Sérgio Moro.

Em entrevista ao Correio, o desembargador destacou que a sociedade precisa de uma resposta sobre os casos da Lava-Jato.


João Pedro Gebran Neto tem 52 anos, é natural de Curitiba e ingressou no TRF-4 em dezembro de 2013.

Doutor em Direitos e Garantias do Contribuinte pela Universidade de Salamanca, na Espanha, Leandro Paulsen tem 47 anos. Ele dedicou parte de sua carreira à área da saúde, com publicações recentes sobre a judicialização da saúde. Se tornou juiz federal aos 23, logo após o fim da sua graduação, e já foi auxiliar da ministra Ellen Gracie no Supremo Tribunal Federal (STF).

Participa ainda o desembargador Victor Laus.

No TRF-4, os casos são analisados na 8ª Turma do TRF-4, especializada em matéria criminal, integrada por três desembargadores.

Thompson disse que as decisões tem sido tomadas com celeridade. Um dos processos que deve ser analisado nos próximos meses é a apelação do ex-presidente. É uma hipótese remota que não ocorra, mas é necessário que um promotor público eleitoral ou outro candidato peça a impugnação da candidatura à Justiça Eleitoral, mesmo após uma condenação no TRF. Feita esta etapa, o MP se manifesta e, na sequência, o processo segue para o TRF-4, em Porto Alegre. A maioria é de habeas corpus, que envolvem pedidos de relaxamento de prisões ou questões relacionadas a provas, apelações, exceções de suspeição, agravos regimentais, petições, entre outros - que segundo a corte não podem ser enumerados em virtude do volume.


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