Grande Mancha Vermelha de Júpiter é capturada pela Juno em 3D

Miami, 10 Jul 2017 (AFP) - Uma nave não-tripulada da Nasa tem previsto voar sobre uma enorme tormenta em Júpiter durante viagem que poderá dar nova luz sobre as forças que movem a Grande Mancha Vermelha do planeta.

A Grande Mancha Vermelha é uma tempestade activa com cerca de 16 mil quilómetros de diâmetro (o do planeta Terra ronda os 12 mil) e que atrai a atenção científica desde 1830: a captação das suas imagens resulta de uma viagem de 12 minutos, onde o mais próximo que esteve do planeta foi a uma distância de 3500 quilómetros (uma distância quase quatro vezes superior à costa continental portuguesa de Norte a Sul), detalha a NASA no seu site.

A Nasa tem fotografado o fenômeno ao longo dos anos por meio de telescópios e sondas.

Esperava-se que fosse mais tarde, num dia mais próximo do final desta semana, mas foi mesmo esta quarta-feira que a NASA divulgou as primeiras "close-ups" (imagens bastante próximas) da Grande Mancha Vermelha de Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar. Juno partiu em 5 de agosto de 2011 de Cabo Canaveral, na Flórida, e orbita Júpiter há pouco mais de um ano.

Pela Internet já se espalharam várias versões das imagens divulgadas pela NASA nesta quarta-feira.

"Estas imagens tão esperadas da Grande Mancha Vermelha de Júpiter são a 'tempestade perfeita' de arte e ciência", opinou Jim Green, diretor de ciência planetária da Nasa.

Uma das grandes dúvidas do cientistas é sobre o que dá à Grande Mancha a cor avermelhada. Alguns cientistas acreditam que a tormenta tem raízes profundas, e por isso é necessário investigar que há debaixo das nuvens.

A NASA havia anunciado no Twitter que "o último sobrevoo de Júpiter pela Juno terminou". A sonda tentará fazer nova aproximação ao planeta em setembro.


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