Venezuela: Oposição lança consulta popular contra Maduro

A atividade coincide com o início da campanha eleitoral pela Assembleia Nacional Constituinte convocada pelo presidente Maduro. O crime ocorreu durante a tarde no estado de Aragua.

Para o Presidente Nicolás Maduro, a Assembleia Constituinte vai redigir uma nova Carta Magna, que deverá traduzir um "grande diálogo nacional e social, acabar com a corrupção e a burocracia, centrada em ganhar a paz e isolar os violentos".

A nova Constituição deverá determinar a manutenção dos programas sociais conhecidos como "missões" criadas pelo falecido líder socialista Hugo Chávez, antecessor de Maduro, em matéria de habitação social, educação, saúde e cultura.

A oposição disse que espera que a medida de prisão domiciliar seja um passo para um caminho de retificação do governo, e projetou o fato de López estar novamente em casa como um impulso para promover mais protestos e a participação de uma consulta popular contra a Constituinte e Maduro.

Alega ainda que o regime pretende usar a Assembleia Constituinte para concluir a instauração de uma ditadura, acabar com a divisão e autonomia de poderes e perseguir os dissidentes.

Esta é a primeira vez que o Presidente colombiano, que tem mantido uma prudente distância da crise venezuelana, se manifesta tão directamente sobre a convocatória de Maduro.

Desde o dia 1º de abril, quando se iniciaram os protestos venezuelanos, foram registradas 91 mortes e cerca de 1,5 mil pessoas ficaram feridas, segundo dados da promotoria.


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