Israel reabre Esplanada das Mesquitas, muçulmanos contestam segurança

A Administração norte-americana condenou hoje o ataque esta sexta-feira num local de culto em Jerusalém, no qual morreram dois polícias, e pediu "tolerância zero" perante o terrorismo, considerando-o "incompatível" com o objetivo da paz entre israelitas e palestinianos.

Netanyahu declarou que tomaria "todas as medidas necessárias para manter a segurança no Monte do Templo (denominação judaica para a esplanada)", o qual está sob custódia da Jordânia e ao qual os judeus podem aceder, mas não orar no recinto.

As autoridades instalaram neste sábado barreiras para impedir que os carros e os pedestres se aproximem da Porta de Damasco, a principal via de acesso dos palestinos à cidade velha.

Três homens árabes-israelitas abriram fogo sobre os agentes na zona do Monte do Templo, colocaram-se em fuga, mas acabaram por ser abatidos pelas forças de segurança.

A esplanada das mesquitas de Jerusalém continua hoje com as portas fechadas, pelo segundo dia consecutivo, como medida excecional depois do ataque de sexta-feira.

Além disso, um palestino foi morto em confrontos com as forças israelenses em um campo de refugiados perto da cidade de Belém, na Cisjordânia ocupada, segundo o Ministério palestino da Saúde, que identificou a vítima como Bara Hamamdah, de 18 anos. Diversos detectores de metal foram instalados como medida de segurança depois de um ataque na Cidade Antiga.

Al-Aqsa está localizada na Esplanada das Mesquitas e é o terceiro lugar mais sagrado do Islã. O recinto abriga a grande Mesquita de Al Aqsa e o santuário da Cúpula Rocha, tendo na sua base o Muro das Lamentações, um lugar sagrado do Judaísmo e destino de peregrinos de todo o mundo.


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