Governo vai estudar a privatização de mais 19 aeroportos, diz ministro — INFRAESTRUTURA

A ideia do governo é tornar a empresa saudável do ponto de vista financeiro, já que o modelo de concessões que a colocou com participação de 49% nos aeroportos de Guarulhos, Galeão, Belo Horizonte (Confins), Brasília e Campinas, reduziu as receitas e aumentou os prejuízos da Infraero. "Para quem levar o filé levar o osso também", disse. Os investimentos estão estimados em R$ 6,7 bilhões. O lote do Sudeste reunirá os aeroportos Santos Dumont (RJ), Vitória (ES) e Pampulha (MG) e outros menores: Macaé e Jacarepaguá, no Rio, e Carlos Prates, em Minas.

O lote do Centro-oeste contará com os aeroportos de Cuiabá, Sinop, Barra do Garça e Alta Floresta, todos em Mato Grosso.

Haverá um bloco no Nordeste, composto por Recife e Petrolina (PE), Maceió (AL), João Pessoa e Campina Grande (PB), São Luís e Imperatriz (MA), Teresina e Parnaíba (PI), Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE) e Paulo Afonso (BA). No entanto, ainda está em discussão se o pacote englobará todos eles ou apenas alguns. "No final de agosto, o Ministério vai encaminhar estudos técnicos para serem avaliados pelo Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), responsável pela política de concessões do governo federal".


O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, negou nesta terça-feira ( 8) que o governo tenha planos de privatizar a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), mas admitiu a possibilidade de que seja aberto parte do capital da empresa.

Ele não descartou a hipótese de se vender mais de 50% da empresa. Nesse caso, explicou, a empresa ganhará mais agilidade na sua administração, pois não precisará seguir a Lei 8.666, que regula as licitações públicas. A estatal se prepara para abrir uma subsidiária, a Asas, em parceria com a alemã Fraport, para gerir aeroportos. O governo federal jamais anunciou que a empresa seria privatizada. Segundo a concessionária, a decisão foi formalizada com o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). No Rio Grande do Norte, a concessionária do aeroporto de São Gonçalo do Amarante - o primeiro concedido à iniciativa privada, no país - já chegou a apontar aspectos negativos na concessão e a pedir reequilíbrio do contrato.


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