IBGE prevê em julho novo recorde para a safra agrícola de 2017

A estimativa de julho para a safra nacional de grãos é de novo recorde.

A produção do milho primeira safra alcançou 31,2 milhões de toneladas, um aumento de 1,0% em relação ao estimado no mês anterior e que reflete as reavaliações positivas em Mato Grosso (7,1%), Rio Grande do Sul (0,4%), Paraná (2,6%), São Paulo (2,5%), Pará (2,2%), Tocantins (1,7%), Ceará (12,9%), Rio Grande do Norte (4,8%) e Alagoas (4,4%).

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), como tem sido praxe, também lançou sua estimativa nesta quinta.

A produção do milho segunda safra deve alcançar 68,2 milhões de toneladas, alta de 2,1% em relação ao mês anterior. O crescimento equivale a um aumento de 1,7 milhão de toneladas em julho ante a estimativa de junho, com 200 mil toneladas a mais na primeira safra e 1,5 milhão de toneladas a mais na segunda safra. A produtividade pode alcançar 3,3 mil kg/ha, 14,3% maior do que o obtido em 15/16 e a área plantada deve ser de 9,3 milhões de hectares, somente 1,9% maior do que anteriormente.

Em relação ao feijão, a Conab previu produção total de 3,4 milhões de toneladas, em uma área de 3,1 milhões de hectares. Já a produção subiu 19,7% para a soja, 16,3% para o arroz e 56,1% para o milho.


Na avaliação do pesquisador do IBGE Carlos Antonio Barradas, o crescente aumento nas estimativas de produção decorre do clima chuvoso "que beneficiou as lavouras, ao contrário de 2016, quando houve escassez de chuvas, principalmente no cerrado".

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também divulgou, nesta quinta-feira (10), a expectativa de produção de grãos e, assim como a Conab, prevê produção recorde.

No total, 60,7 milhões de hectares foram cultivados com grãos, segundo a Conab, apenas 0,1 por cento acima do previsto em julho.

A estimativa de julho de 2017 para a safra nacional de grãos chegou a um novo recorde: 242,1 milhões de toneladas, uma alta de 31,1% em relação ao ano passado e de 0,7% em relação ao prognóstico de junho. O número é levemente superior ao da última previsão de 237,2 milhões de toneladas, anunciada em maio.

O volume compreende uma primeira safra (verão) de 30,50 milhões de toneladas e uma segunda, a chamada "safrinha", atualmente em fase de colheita, de 66,68 milhões de toneladas. Ele enfatiza o papel do Brasil na produção mundial de alimentos, e ressalta: "a produção tem crescido principalmente devido aos ganhos de produtividade, sem que haja aumento substancial da área ocupada pelas lavouras". A produtividade média da leguminosa subiu de 2.870 para 3.362 kg/ha e a do milho total, de 4.178 para 5.563 kg/ha.


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