Trump diz que ameaças à Coreia do Norte podem ter sido insuficientes

Na mira de Pyongyang, Guam abriga importantes bases militares norte-americanas no Pacífico, mas as autoridades da ilha garantem que estão preparadas para responder a possíveis agressões.

Apesar da declaração de Mattis e do avanço norte-coreano, funcionários norte-americanos citados pela agência de notícias Reuters dizem que, por enquanto, a avaliação da ameaça norte-coreana não mudou.

Nessa quarta-feira (9), o secretário de Defesa dos EUA, pediu para a Coreia do Norte abandonar a sua corrida armamentista nuclear e afirmou que o país deve parar qualquer ação que levaria ao "fim de seu regime e à destruição de seu povo".

- O governo da Coreia do Sul convocou para esta quinta-feira (data local) uma reunião de emergência do seu Conselho de Segurança Nacional (NSC) perante o agravamento da tensão na região depois que a Coreia do Norte ameaçou atacar as bases dos Estados Unidos em Guam.

Nestas declarações, o presidente dos EUA adiantou que a Coreia do Norte deve ficar "muito, muito nervosa" caso pense atacar os Estados Unidos ou os seus aliados, em resposta às ameaças de Pyongyang em disparar mísseis sobre o Japão ou o território de Guam. "O mundo está, de fato, com uma só voz neste caso", disse.


Segundo Mattis, o Departamento de Estado dos EUA se esforça para solucionar a crise com a Coreia de forma diplomática.

Para Lisa Collins, especialista do Programa de Coreias do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), a escalada retórica do governo Trump não ajuda na resolução do conflito.

"O povo do nosso país está a salvo".

Washington e Pyongyang têm "trocado farpas" há meses, e as tensões nesta conturbada relação atingiram um novo nível de preocupação quando a Coreia do Norte testou com sucesso dois mísseis balísticos intercontinentais (intercontinental ballistic missiles, ou ICBMs) em julho - sendo que, de acordo com alguns especialistas, o último projétil lançado teria potencial para chegar até Nova York.


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