Ex-governador do MT acusa ministro da Agricultura de Temer de corrupção

"Silval trouxe material, mas não foi homologada ainda", disse o ministro a jornalistas, ao chegar para a sessão plenária do STF do último dia 2.

No entanto, Eder explana que fora proibido de manter contado, depois de preso na operação Ararath, com qualquer envolvido e com o ex-governador Blairo Maggi (PP), com quem não fala desde 2014. Lembra que Blairo saiu em 2010 para disputar o Senado e a vaga não surgiu, nada aconteceu. De acordo com Silval, na mala, Bezerra recebeu R$ 4 milhões também em espécie. Os dois aceitaram pagar R$ 6 milhões, que foram entregues em dinheiro vivo entre 2014 e 2015 ao ex-secretário R$ 3 milhões pelo ex-chefe de gabinete, Sílvio Cézar Correa, como intermediário de Silval, e outros R$ 3 milhões pelo empresário Gustavo Capilé, articulador de Maggi. "Então não tem o que se falar de compra de vagas", diz Eder.

Na delação, Silval Barbosa disse que o valor da propina paga ao ex-secretário foi dividido entre ele e Blairo Maggi para que ele mudasse o depoimento, inocentando o atual ministro, que governou Mato Grosso por dois mandatos, de 2003 a 2010. "Mas eu estava abalado emocionalmente", afirma.

Eder, de fato, mudou de versão. Segundo o ex-secretário, Zaque teria dito que só aceitaria o depoimento caso pudesse, o próprio magistrado, indicar um advogado. "O ex-governador Silval Barbosa está faltando com a verdade", disse Eder à Folha. De acordo com o Jornal Nacional, Silval delatou uma suposta compra do ex-secretário de Fazenda de Mato Grosso, Éder Moraes.


Já em janeiro de 2015, depois dos pagamentos relatados na delação, Eder deu uma entrevista à TV Centro América, afiliada da Rede Globo em Mato Grosso, e disse que havia mentido no depoimento anterior.

Na época, Éder denunciou ao Ministério Público Estadual (MPE) que a vaga do conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Estado, Alencar Soares, teria sido vendida, por R$ 12 milhões, ao ex-presidente da Assembleia Legislativa, Sérgio Ricardo.

"Eu estava extremamente tomado pela emoção, de não ter sido atendido num pedido de uma escolha para então ocupar uma vaga no Tribunal de Contas do estado de Mato Grosso, qualificado que eu era pra essa função e que, politicamente, praticamente me nomearam e depois me tiraram essa vaga. Isto fez com que eu colocasse algumas palavras", declarou na retratação.


Popular

CONNECT