Meirelles descarta que meta fiscal será fechada em R$ 170 bilhões

Para 2018, a meta atual é de um déficit de R$ 129 bilhões, mas é provável que seja modificada para o mesmo valor de 2017.

Ontem, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, usou seu perfil no Twitter para negar que as metas fiscais de 2017 e de 2018 serão de déficit de R$ 170 bilhões.

"Nós não temos nada definido neste momento porque estamos, inclusive, em processo de revisão de receitas extraordinárias, principalmente na área elétrica, de energia e campo de petróleo", disse Meirelles.

"Nós estamos assistindo à equipe econômica projetar números que nunca passaram do que foi a meta do ano passado, que foi R$ 159 bilhões", disse. "É especulação a notícia de meta fiscal para 17 e 18 de R$ 170 bi".

O déficit primário é o resultado negativo nas contas do governo, desconsiderando os juros da dívida pública.

Diante da resistência de parlamentares ao aumento de tributos em pleno ano eleitoral, o governo está tendo de encontrar mais receitas para cobrir o rombo e evitar que 2018 tenha um déficit maior do que neste ano, comprometendo a sinalização de compromisso com o ajuste. "[A revisão] não é por um aumento de despesa, é por uma queda de arrecadação, produto de uma situação que tem um lado muito positivo para o país, que é uma inflação abaixo da meta", afirmou.

O ministro também descartou qualquer aumento de impostos e reafirmou que não há espaço para aumento das despesas ou gastos que não foram orçados.


O governo enfrenta ainda incertezas com receitas extraordinárias.

Carga tributária - Meirelles enfatizou que a carga tributária do Brasil já é uma das mais elevadas do mundo e que a sociedade brasileira já paga impostos na medida suficiente.

Ele também defendeu a reoneração da folha de pagamento, a aprovação da TLP (Taxa de Longo Prazo) e a reforma da Previdência. Temos despesas hoje discricionárias que já voltaram ao nível de 2010.

Reforma da Previdência - Ele destacou ainda a discussão sobre a reforma da Previdência, em tramitação no Congresso Nacional.

O presidente Michel Temer se reuniu na segunda-feira no Palácio do Planalto com os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles; do Planejamento, Dyogo de Oliveira; e de Minas e Energia, Fernando Coelho. Em julho, o TCU emitiu um alerta de que a União terá dificuldades em arrecadar R$ 19,3 bilhões por causa de receitas de concessões que podem não entrar no caixa do governo em 2017.

O ministro prometeu divulgar o número até o fim desta quarta-feira.


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