Mercado prevê inflação maior, mas mantém taxa de juros para 2017

Os analistas consultados pelo Banco Central (BC) para o boletim Focus aumentaram a estimativa para o indicador de 3,45% para 3,50% neste ano - a quarta revisão consecutiva. Na prática, as projeções de mercado divulgadas nesta segunda no Focus indicam que a expectativa é que a inflação fique abaixo do centro da meta, de 4,5%, em 2017 e 2018.

Selic - Para o fim deste ano e do próximo, os analistas mantiveram a previsão para a taxa básica de juros em 7,5%. No acumulado de 12 meses, subiu 2,71 por cento. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,08% e 4,19%, respectivamente.

Inflação pela IPCA: subiu de 3,45% para 3,50%. Ainda assim, o índice permanece abaixo da meta da inflação brasileira, de 4,5%, e do teto de 6%. Para 2018, a mediana passou de 4,66% para 4,70%. No dia 20 de julho, o governo anunciou aumento da alíquota de PIS/Cofins sobre a gasolina, o diesel e o etanol. No dia 3 de agosto, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que o impacto total do reajuste dos combustíveis será de 0,45 ponto porcentual, distribuído entre os meses de julho e agosto. Os economistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para a atividade em 2017 e 2018.


Com isso, na medição, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional para 2017 ficou em 0,34%. Há um mês, a perspectiva estava no mesmo patamar.

Taxa de juros (Selic): baixou de 8% para 7,5% ao ano para o fechamento de 2017. Para 2018, o mercado manteve a previsão de alta do PIB, de 2%.

O levantamento, que ouve cerca de uma centena de economistas todas as semanas, mostrou que a Selic deve ir a 8,25 por cento em setembro, sobre 8,38 por cento esperados até então, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.


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