Vendas do varejo avançam 1,2% em junho — IBGE

Renata Moura Editora de economia O crédito ainda caro e restrito e o desemprego nas alturas "seguraram" o comércio do Rio Grande do Norte na zona de declínio em que está mergulhado há dois anos e ajudaram a empurrar o volume de vendas do setor para uma queda de 0,5% em junho, em relação ao mesmo período do ano passado. No ano, considerando o período de janeiro a junho, os resultados positivos ficaram por conta de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,2%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (15,3%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico, com crescimento de 3,5%, e Material de construção, com alta de 14,7% ante igual período do ano anterior.

O resultado é o avanço mais significativo desde o segundo trimestre de 2014, quando o varejo teve uma alta de 4,1%. "Todas as atividades ou reverteram sinal negativo, ou reduziram a queda ou ainda aceleraram o crescimento em relação ao primeiro trimestre". A série 2003=100 expande a abrangência dos indicadores incluindo o comércio de material de construção e dá inicio à série de índices do Comércio Varejista Ampliado, que agrega, aos índices do varejo, as atividades "Veículos, motocicletas, partes e peças" e "Material de construção", que incluem o ramo atacadista. Na mesma base de comparação, no acumulado de 12 meses a queda é de 12,2% e 7,9%, respectivamente. O movimento interrompe uma sequência de 12 trimestres consecutivos de perdas.

Na comparação com junho de 2016, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 4,4% em junho de 2017. Nesse confronto, as projeções variavam de uma expansão de 0,50% a 5,91%, com mediana positiva de 3,50%.


No índice semestral, o total do varejo, ao apontar variação de -0,1% nos seis primeiros meses de 2017, registrou o quinto semestre seguido de taxas negativas, porém com a menor variação nesse tipo de confronto desde o primeiro semestre de 2015 (-2,1%). Enquanto que no acumulado de 2017, foi registrada queda de 0,1% no volume de vendas e alta de 1.9% na receita. "A queda nos juros está beneficiando a venda de bens duráveis", acrescentou ela. Das oito atividades pesquisadas, apenas tecidos, vestuário e calçados e móveis e eletrodomésticos apresentaram resultados positivos, respectivamente de 5,8% e 5,9%.

"Supermercados estão mais próximos de uma estabilidade do que de uma queda".


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