Por determinação de Temer, anúncio da nova meta é antecipado

A meta fiscal de 2018 também foi revisada para R$ 159 bilhões. O rombo de 2017 ficou R$ 20 bilhões maior do que a meta em vigor de R$ 139 bilhões, como antecipou o Estadão/Broadcast.

Esse foi um valor defendido pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Vai ser um ano complicado.

As metas de déficit primário deste ano e de 2018 estão atualmente em R$ 139 bilhões e R$ 129 bilhões, respectivamente. Esse esforço, porém, não foi considerado suficiente para atingir a meta fiscal deste ano.

Segundo o ministro, a inflação está caindo sistematicamente, o que, para ele é "excelente notícia para o país".

Durante a sessão, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) criticou o projeto, argumentando que, se já estivesse aprovado, inviabilizaria a atual revisão de metas.

- Hoje esperamos um número um pouco menor do Refis pelas negociações em andamento no Congresso.

O governo revisou ainda a projeção da receita total para 2018, reduzindo em R$ 50,7 bilhões, cortando as transferências para estados e municípios em R$ 8,4 bilhões. Quando comparamos carreiras do ciclo de gestão com um a dois anos de atividade, o salário inicial [do servidor público] é de R$ 16,9 mil. Comparando carreira de economista, no setor privado pagam R$ 6,3 mil e, para os administradores, R$ 4,5 mil [de salário].

O presidente Michel Temer e os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, terão hoje (14) a reunião final para definir em quanto vai aumentar a meta de déficit primário para este ano e para 2018.


A decisão de não elevar impostos veio após o governo aumentar as alíquotas do PIS/Cofins sobre combustíveis, recentemente. O Senador Aécio Neves também disse que não é "o melhor dos mundos" apoiar a revisão e que o seu partido preferia que houve sido feito corte nos gastos.

O governo também contava com algumas receitas extras neste ano, que acabaram não se confirmando.

O presidente da Câmara reafirmou que a solução para equilibrar as contas públicas passa pela aprovação da reforma da Previdência. "Desde o primeiro momento nossa avaliação era de que não era viável manter o contingenciamento de R$ 45 bilhões", completou.

Recentemente, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) refaça o edital do leilão de renovação de concessão de usinas hidrelétricas da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que renderiam 11 bilhões de reais aos cofres federais este ano.A segunda versão do programa de regularização de ativos no exterior, conhecida como repatriação, arrecadou apenas 1,61 bilhão de reais, contra 13 bilhões de reais inicialmente previstos.

Com as frustrações de receitas, o governo anunciou ontem (15) o aumento da meta de déficit fiscal do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) para R$ 159 bilhões este ano.

A mudança da meta de 2020, que era de superávit e deve passar a ser de déficit, adia a volta das contas do governo para o azul.

Para o ministro, a nova meta "é pra valer" e não há possibilidade de uma nova mudança, segundo ele, porque os motivos de agora são diferentes dos que causaram alterações em outros momentos. O mercado financeiro avalia que a nota do Brasil pode ser rebaixada nas próximas semanas.


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