Secretário da Defesa dos EUA não descarta diplomacia com Coreia do Norte

Após o lançamento de um míssil norte-coreano que sobrevoou o Japão no início da semana, as forças aéreas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul realizaram, nesta quinta-feira, exercícios sobre a península coreana.

O ministro da Defesa dos EUA, Jim Mattis, afirmou esta quinta-feira que estava na mesma linha que o Presidente norte-americano, Donald Trump, no que respeita à Coreia do Norte.

O lançamento acima do arquipélago nipônico de um Hwasong-12 de alcance médio representa uma nova escalada na crise norte-coreana, um mês depois de Pyongyang ter lançado dois mísseis balísticos intercontinentais (ICBM) com potencial para alcançar boa parte do continente americano. "Conversar não é a solução", tuitou o presidente. "Continuamos trabalhando juntos e o ministro e eu compartilhamos a responsabilidade de garantir a proteção de nossas nações, nossos cidadãos e nossos interesses", garantiu.

Na terça-feira, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou o disparo do míssil balístico de alcance intermediário sobre o Japão, que classificou como "ultrajante", e exigiu que a Coreia do Norte suspenda seu programa de armas, mas o comunicado esboçado pelos EUA não ameaçou a adoção de novas sanções contra o regime norte-coreano.

Pequim e Moscou, dois aliados-chave de Pyongyang, apoiaram o texto, que não preveem um reforço imediato nas sanções contra a Coreia do Norte.


Realizadas em território sul-coreano, as manobras contaram com milhares de soldados e se encerraram no mesmo dia.

A Coreia do Norte se opõe fortemente a tais exercícios, que vê como uma preparação para uma invasão, e respondeu com uma série de ameaças e lançamentos de mísseis nas últimas semanas.

É a primeira vez que Pyongyang declara ter enviado um míssil sobre o território japonês.

Sobre o primeiro país, Mattis tinha sublinhado na quarta-feira que uma solução diplomática continuava a ser possível, pouco tempo depois de Trump ter dito que discutir com a Coreia do Norte "não era solução", dando a entender que discordava do Presidente.


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