Chineses liberam R$ 15 bi para investimentos do Fundo Brasil-China

Na sexta-feira (1), no entanto, o presidente havia afirmado a assessores e a aliados que iria encurtar a sua permanência na China, voltando na segunda-feira (4).

O presidente destacou para os chineses as oportunidades do programa.

O presidente Michel Temer desistiu de antecipar sua volta da China, depois da publicação de que a ameaça de uma nova denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, poderia fazê-lo encurtar a viagem.

Um representante de um banco que financia empresas chinesas disse que, mesmo levando em conta o quadro político e econômico, recomenda o Brasil como investimento: "O Brasil tem recursos naturais e a China tem boa infraestrutura". Temer disse que o País vive um momento de confiança e otimismo "fortes" e está "aberto" a grandes negócios. No discurso de 40 minutos, o presidente chinês referiu que "graças aos esforços conjunto de todos os países, a paz global reinou durante mais de meio século".

A empresários do Brics, o presidente defendeu as reformas da Previdência Social (em análise na Câmara); trabalhista (já aprovada pelo Congresso e sancionada); e a emenda constitucional que estabeleceu um limite para o crescimento dos gastos públicos (promulgada no fim do ano passado).

"Queremos, na verdade, que os empreendedores dediquem cada vez mais tempo à produção e geração de bens e menos tempo às exigências burocráticas". Ele deu a declaração ao ser perguntado sobre os investimentos brasileiros que Temer apresentará às autoridades e aos empresários chineses. Os chineses não esconderam em várias ocasiões que estavam "furiosos" com o acúmulo de medidas de defesa comercial aplicados pelo Brasil contra produtos da China, principalmente aço. "Temos agora um novo modelo de concessões e privatizações, um modelo mais previsível e mais racional que fortalecer a segurança jurídica", afirmou.

Antes de desembarcar em Pequim, Marun e a comitiva brasileira fizeram escala em Portugal e foram recebidos na quarta-feira (30) pelo presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, em Lisboa. E completou: "A China espera e acredita que, no cenário internacional, o Brasil vai desempenhar seu papel". Ele esteve no país para a Cúpula do G20 e, agora, participará do encontro dos BRICS (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em Xiamen. Ao todo, sua visita vai durar seis dias.

Neste sábado (2), o peemedebista afirmou à imprensa que manterá o cronograma original, ou seja, permanecerá na China até terça-feira (5).


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