PGR aguarda delação de Funaro para apresentar nova denúncia contra Temer

A delação premiada do operador financeiro Lúcio Funaro foi enviada novamente nesta quinta-feira (31) pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte.

Fachin também negou, na terça-feira (29), o pedido de suspeição movido pela defesa de Michel Temer contra o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.

Como revelado pela coluna Painel da "Folha de S. Paulo", as revelações de Funaro devem permanecer em segredo mesmo após a homologação pelo STF. A ideia é que o presidente esteja em Brasília para contestar as suspeitas que devem ser levantadas.

Na Lava Jato, no entanto, isso costuma ocorrer bem antes, quando a PGR avalia que já não há necessidade de manter o sigilo, mesmo antes da apresentação de denúncia.


A rigor, a apresentação da denúncia, encaminhada primeiramente ao STF, não depende da homologação da delação, que valida o acordo de colaboração e permite a abertura de novas investigações.

Janot pretende usar informações prestadas por Funaro na denúncia que prepara contra Temer. A demora pode afetar o envio da denúncia contra Temer na Câmara dos Deputados.

"A defesa não concorda com a decisão do ministro Edson Fachin, pois reitera a sua manifestação exposta na exceção de suspeição onde ficou demonstrada a impossibilidade de o procurador-geral da República continuar a ser o responsável por acusações contra o presidente em face de sua parcialidade notória que lhe tira condições para agir de forma isenta e dentro dos preceitos legais", declarou Mariz.


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