Ex-médico achado morto implantou nas nádegas e vestiu saia

A morte do ex-médico foi confirmada um dia depois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinar, nesta quinta-feira (21), que a pena de Farah Jorge Farah fosse imediatamente executada.

Familiarias do ex-médico foram ao local no início da tarde Marcelo Gaspar Gomes Raffaini, advogado do ex-médico que acompanhou os parentes, afirmou que seu cliente tinha problemas mentais, atestados por exame pedido pela Justiça. Sua pena foi reduzida para 14 anos e oito meses por ter confessado o crime.

Mais tarde, como ninguém abriu a porta, os agentes utilizaram uma escada e conseguiram pular o portão da residência. Ele chegou a atender a porta, mas como demorou para abrir novamente, policiais forçaram a entraram e o encontraram sem vida.

O delegado disse também que Farah estava com silicone nos seios e glúteos.


Para os jornalistas, o delegado Gonçalvez afirmou que o ex-médico preparou um "ritual" para a própria morte.

A suspeita é de que Farah tenha cometido suicídio, mas a perícia irá determinar o motivo da morte, dentro de alguns dias.

Farah foi condenado em 2014 pelo assassinato de sua paciente e amante, a dona de casa Maria do Carmo Alves, mas estava cumprindo a pena em liberdade. Ele chegou a colocar uma música fúnebre para tocar. O cenário para o ato final de Farah incluiu música fúnebre e roupas femininas. Apesar disso, uma decisão de 2007 do Supremo Tribunal Federal (STF) permitiu que ele respondesse em liberdade. O delegado Nico Gonçalves era o responsável por adentrar em sua casa na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo e executar um mandado de prisão. Ao entrarem, encontraram Farah morto na cama, com um corte profundo na perna.

Em agosto, no entanto, o caso voltou à tona a pedido do Ministério Público de São Paulo. Segundo a defesa, Maria do Carmo foi até o consultório do médico, no bairro de Santana, zona norte da capital, com uma faca e tentou agredir Farah. Provavelmente ele cortou a via femoral, devido à quantidade de sangue. Após o crime, ele foi para uma clínica psiquiátrica, onde se internou. Houve, porém, um pedido de vista do ministro Sebastião Reis Júnior que protelou a conclusão do julgamento.


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