Pelella diz a Dodge que está 'à disposição' para esclarecimentos

A Procuradoria Geral da República (PGR) informou nesta sexta-feira (22) a saída do procurador regional da República Sidney Pessoa Madruga do cargo de coordenador do Grupo Executivo Nacional da Função Eleitoral (Genafe).

O pedido de exoneração de Madruga, que foi nomeado na última terça-feira (19), foi justificado como sendo necessário para evitar "ilações impróprias e indevidas".

Segundo os delatores, foi Tórtima quem apresentou Miller à JBS. Ele é suspeito de ajudar a elaborar o acordo da empresa quando ainda era vinculado ao Ministério Público Federal (MPF). Procurador da República, Pelella é mencionado em diálogos de delatores da JBS como um interlocutor da PGR.

O nome de Tórtima aparece na gravação entre Joesley e Saud em que ambos discutem o assunto.

Um relatório da Polícia Federal transcreve mensagens em que Tórtima trata das negociações com os executivos do grupo.


Após a revelação do teor da conversa, em que Sidney afirma que a tendência da PGR seria abrir investigação contra o procurador Eduardo Pelella, da equipe de Janot, ele pediu exoneração do cargo.

Procurador da República, Pelella teve reunião com um delator da JBS, o advogado Francisco Assis e Silva, dias antes do encontro, em 7 de março, em que Joesley Batista gravou o presidente Michel Temer no Palácio Jaburu.

A equipe de Janot, porém, já havia destacado que os novos anexos da delação propostos pelo ex-parlamentar visavam atingir os inimigos políticos e desafetos, poupando os amigos e aqueles que ele consideraria que lhe foram leais.

O procurador afirmou que é preciso entender "qual é o papel do Pelella nessa história toda, porque está todo mundo perguntando".

A Folha de S.Paulo ouviu ainda Madruga dizer à advogada que a nova gestão da PGR, sob Raquel Dodge, precisa construir outra relação com a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, com mais interlocução e controle do que a anterior.


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