SAD do Benfica teve o maior lucro de sempre: 44,5 milhões

Os rendimentos operacionais (excluindo transações de direitos de atletas) ascendem a 128,2 milhões de euros, o que representa um crescimento de 1,7% face ao período homólogo, sendo este crescimento principalmente justificado pelo aumento das receitas decorrentes do contrato celebrado com a NOS, que entrou em vigor no presente exercício, e que permitiu compensar o natural decréscimo de rendimentos originado pelo facto de não se ter alcançado os quartos-de-final da Liga dos Campeões, o que sucedeu em 2015/2016.

O resultado líquido ultrapassa os 44,5 milhões de euros, o que equivale a um crescimento de 118,4% face ao exercício transato, no qual já tinha atingido resultados positivos no valor de 20,4 milhões de euros, correspondendo ao quarto exercício consecutivo em que a Benfica SAD apresenta lucros.

O relatório, enviado ao gestor do mercado em simultâneo com uma apresentação aos jornalistas, no Estádio da Luz, contempla ainda uma substancial descida do passivo da sociedade que gere o futebol das águias. O valor, que se situava, no exercício anterior, nos 455,5 milhões, passou agora para os 438,3.

As contas de 2016/17 serão apresentadas aos sócios na assembleia-geral ordinária marcada para 29 de Setembro. Este facto foi enaltecido por Domingos Soares Oliveira porque "permite resolver a situação do artigo 35 do Código das Sociedades Comerciais", que constava dos relatórios do Benfica desde 2000-01.


O Benfica anunciou esta terça-feira, através da rede social Twitter, um recorde de receitas com 282.062 milhões de euros, relativamente à época 2016/17. Já os gastos operacionais foram de 124,2 milhões de euros (mais 5,2%), dos quais 74,7 milhões foram em custos com o pessoal (que aumentaram 13%). Há contudo uma outra situação, que diz ser distinta e que tem que ver com os empréstimos obrigacionistas, que são de 151,5 milhões de euros (aumentou 59,3 milhões), pois "não está sujeito a um reembolso de pressões externas". Para o valor em muito contribuíram as vendas de Ederson Moraes, Victor Lindelof, Gonçalo Guedes e Hélder Costa. Os valores encaixados com Nélson Semedo e Mitroglou só se vão repercutir nas contas do próximo exercício. "O que queremos é reduzir o peso da dívida e com ela a redução dos encargos financeiros para depois termos a capacidade de pagar bons salários aos melhores jogadores", explicou Soares Oliveira, garantindo que o Benfica "vai continuar a ser vendedor, independentemente do sucesso desportivo", deixando a garantia de que a necessidade de êxitos "não porá em causa as ambições do ponto de vista da sustentabilidade".

O clube teve uma diminuição de cachets (menos 2,8 milhões de euros) e dos prémios da UEFA (menos 3,5 milhões de euros).

Os maus resultados da equipa não fazem Soares Oliveira deitar a toalha ao chão, pois assume que "vão ser criadas condições para que o Benfica volte a ser campeão", mas lembrou que "no campeonato português e nas competições europeias não ganha sempre o mesmo".


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