Mais de 900 militares do Exército já estão na favela da Rocinha

Na madrugada deste sábado (23), a favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, registrou novos tiroteios.

O governador destacou que nesta quinta-feira houve a descoberta de um paiol na região e apreensão de uma grande quantidade de drogas e armas.

As ações realizadas desde domingo (17) por policiais da 11ª Delegacia de Polícia (Rocinha), em conjunto com policiais militares, resultaram na prisão de três pessoas, identificadas como Edson Gomes Ferreira, Wilklen Nobre Barcellos e Fabio Ribeiro França.

"Foi autorizado cerco na Rocinha para que se possa continuar o enfrentamento com criminosos", disse no Palácio do Planalto. A decisão foi tomada pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, com o intuito de acabar com tiroteios entre traficantes.

Na quarta-feira, 20, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, afirmou que soube na madrugada do domingo que haveria confronto entre traficantes e pediu que a polícia não interviesse, o que causou polêmica.

Pelo menos 16 traficantes já foram identificados e estão a ser procurados pelas autoridades.

Passados os Jogos Olímpicos de 2016, o Rio entrou em estado de quase falência e não consegue cumprir com seus compromissos, como o pagamento do salário de milhares de funcionários públicos, inclusive de aposentados e policiais na ativa.

Exército nas ruas da Rocinha A estrada Lagoa-Barra, que fica junto à favela e é a principal via de ligação entre a zona sul e a zona oeste da cidade, foi fechada por dezenas de policiais fortemente armados. Para eles, a situação é de estabilidade.

A mobilização militar inclui 950 homens e "10 blindados".

Na quinta, Pezão e o ministro Jungmann haviam divulgado um acerto para retomar a ação das Forças Armadas, após divergências sobre que papel as tropas teriam. Estamos aqui com o Centro de Comando e Controle ativado com todas as forças, com a prefeitura, Polícia Civil, Polícia Militar e o próprio Comando Militar do Leste com a Marinha e Aeronáutica.

A Polícia Militar reforçou o cerco à comunidade em todos os seus acessos.

Sá e Rossatto explicaram ainda que a operação foi para "reconhecimento de terreno". Ele disse ainda saber que existem bandidos na área de mata no entorno da favela, mas não há confirmação que Rogério 157 estaria junto. "Ninguém dormiu tranqüilo", disse à Reuters uma moradora da região.

Ignácio Cano diz que, embora as UPPs não tenha impedido o tráfico de drogas onde foram implantadas, a presença policial inibia tentativas de outras fações de tomar aqueles territórios.


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