Trump critica protestos de jogadores na NFL e NBA

Donald Trump já causou poucas e boas quando se envolveu com as principais ligas dos Estados Unidos e, há dois dias, o presidente americano ultrapassou o limite para muitos.

Cerca de 200 jogadores da NFL se recusaram a levantar ou ficaram sentados durante a execução do hino nacional dos Estados Unidos na última rodada do campeonato, segundo a agência Associated Press.

"Se os fãs da NFL se recusarem a ir aos jogos até que os jogadores parem de desrespeitar nossa bandeira e nosso país, nós veremos uma mudança rapidamente". "Eu não acredito em nada que Trump seja, portanto não há nenhum motivo para eu ir visitá-lo".

A origem do gesto remonta ao verão de 2016, quando o ex-quarterback dos San Francisco 49ers, o afro-americano Colin Kaeernick, se ajoelhou - e assim provocou um escândalo nacional - em sinal de protesto contra os assassinatos de vários negros à mão de polícias brancos. No jogo entre Jacksonville Jaguars e Baltimore Ravens, por exemplo, todos os jogadores se ajoelharam.

Trump desafiou ainda os espectadores a abandonarem os estádios sempre que um atleta protestasse durante o hino. No sábado, voltou ao assunto no Twitter.

"Não apoiamos o nosso Presidente - as coisas que disse e as coisas que ele não disse nos termos correctos, não apoiamos isso". Trump disse então que o convite estava retirado. "Stephen Curry está a hesitar, por isso o convite foi retirado", escreveu Trump no Twitter.

"Ir à Casa Branca é considerado uma grande honra para uma equipa campeã". Comissário da NFL, Roger Goodell divulgou nota ontem na qual criticava as declarações de Trump, dizendo que eles geravam divisão e demonstravam uma "falta de respeito" pela NFL, pelos jogadores e pelo esporte.

"Seu vagabundo, Stephen Curry já tinha dito que não iria".


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