Irã fecha as fronteiras aéreas e terrestres com o Curdistão iraquiano

Uma hora antes do encerramento das urnas, já tinham votado 76% dos 5,2 milhões de eleitores do Curdistão iraquiano, uma região autónoma que há anos é administrada como se fosse independente.

Dujarric disse ainda que as Nações Unidas esperam que todas as suas atividades em território iraquiano, incluindo o Curdistão, possam continuar sem impedimentos. Estas regiões dependem administrativamente do governo central, mas são controladas militarmente de fato pelas forças curdas "peshmergas".

Os líderes curdos da cidade declararam o recolher obrigatório em Kirkuk e o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, ordenou aos serviços de segurança para "protegerem os cidadãos que estão a ser ameaçados e coagidos", na região curda, depois de notícias a darem conta que havia árabes de uma pequena cidade do Norte a serem obrigados a votar. Mas essas instituições ficaram paralisadas entre 1994 e 1998 por causa dos violentos confrontos entre o Partido Democrático do Curdistão (PDC) e seu rival da União Patriótica do Curdistão (UPC).

A Turquia e o Iraque, bem como a Síria, três países que têm minorias curdas, denunciaram o referendo, porque receiam que tenha um efeito de contágio e que o mapa da região, saído da primeira guerra mundial, seja redesenhado.

"Há pressões para que adiemos, para que dialoguemos com Bagdá, mas não recuaremos para um experimento fracassado", afirmou o presidente regional curdo, Masoud Barzani, durante discurso a dezenas de milhares de pessoas em Irbil, capital da região curda, na noite de sexta-feira. "Estamos convictos de que a independência permitirá não repetir as tragédias do passado", acrescentou o líder curdo.

Na sexta-feira, o Conselho de Segurança Nacional da Turquia classificou o referendo curdo como uma "ameaça à segurança nacional" e alertou para eventuais consequências. "A Turquia reserva-se todos os direitos que resultam dos acordos internacionais e bilaterais, se o referendo se realizar, apesar de todos os nossos avisos", segundo um comunicado do órgão.

Acima de tudo, em Erbil o entusiasmo é notório.

Após a Guerra do Golfo, o Curdistão iraquiano tem um estatuto de autonomia próximo à independência.


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