Uber, 99 e Cabify fazem campanha contra projeto que muda aplicativos

As empresas Uber, 99 e Cabify publicaram na internet nesta segunda (25) uma campanha conjunta contra um projeto, previsto para ser votado no Senado nos próximos dias, que aproxima esses aplicativos de transporte às regras hoje aplicadas aos táxis. Aprovado na Câmara dos Deputados em abril, o projeto possui uma larga desaprovação pública no site. Apesar de o texto-base ser favorável às empresas, deputados alinhados aos taxistas emplacaram duas emendas que alteram de forma significativa o funcionamento dos aplicativos.

Os aplicativos, por sua vez, criticam a proposta, alegando que ela "aumenta a burocracia".

Essas emendas tiraram do projeto a descrição de que o serviço é uma "atividade de natureza privada".

O presidente Michel Temer (PMDB) havia sinalizado a tendência de vetar o texto da maneira como foi aprovado. O projeto deve ser votado em caráter de urgência nesta terça-feira (26), no Senado Federal.

Logo na apresentação do site www.juntospelamobilidade.com, os aplicativos anunciam que estão ameaçados.

Na prática, a proposta de regulamentação do Senado exige que sejam cobrados tributos municipais das atividades de transporte por aplicativo e que os motoristas que trabalhem nessa modalidade possuam um Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV).

Sob a hashtag #JuntosPelaMobilidade, os três concorrentes criaram juntos um evento no Facebook no qual pedem que usuários convidem amigos, falem com senadores e digam não "ao fim dos apps de mobilidade". A campanha também foi enviada por email a passageiros e motoristas.

"Se você quer garantir seu direito de escolha e fazer sua voz ser ouvida, participe do abaixo-assinado por um projeto moderno e apoie um outro modelo de regulamentação de aplicativos no Brasil".

Em São Paulo, a gestão Fernando Haddad (PT) regulamentou o serviço em 2016.


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