2ª instância nega liberdade a Joesley e Wesley; empresários seguem presos

Com a decisão, os empresários continuam com as prisões preventivas na sede da Polícia Federal, em São Paulo, decretadas em investigação sobre uso de informações privilegiadas no mercado financeiro.

A PF afirma que o indicativo essencial do uso de informação privilegiada pelos irmãos Batista é o Termo.

Joesley e Wesley já foram indiciados e estão presos temporariamente desde setembro pela acusação. Antes disso, se posicionaram no mercado financeiro, com base nas informações impactantes.

"Eles tinham informações bombásticas, com um potencial de impacto relevante no mercado.Todos os agentes financeiros que tivessem acesso àquela informação se posicionariam no mercado", disse o delegado Edson Garutti, em entrevista à Globonews, acrescentando que eles sabiam que essas informações eram relevantes e de impacto.

A PF ilustrou o relatório final da investigação com uma 'linha do tempo', na qual destaca o Termo de Confidencialidade subscrito pelos irmãos Batista e a Procuradoria. Eles tinham expectativa no futuro de que as informações viriam a público.

Durante o julgamento, os magistrados abordaram a ligação entre a colaboração premiada firmada entre os irmãos Batista e o Ministério Público Federal e as oscilações abruptas em preços de ativos e ações de empresas controladas pelo grupo JBS e J&F.

De acordo com o jornal, o relatório, que contém 100 páginas, reafirma a posição de mandante de Wesley Batista nas negociações de câmbio.

Joesley foi indiciado pela suposta autoria dos crimes de manipulação de mercado e uso indevido de informação privilegiada, previstos na Lei 6.385/76, com abuso de poder de controle e administração, em razão do evento de venda de ações da JBS S/A pela FB Participações, controladora desta última.


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