Turquia pede levantamento de suspensão de vistos norte-americanos

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A embaixada dos EUA em Ancara classificou as acusações de infundadas, e na noite de domingo anunciou a interrupção de todos os serviços de emissão de vistos na Turquia que não contemplem imigrantes enquanto avalia o comprometimento turco com a segurança de suas missões e funcionários.

Apesar das relações aparentemente amigáveis entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, os laços entre os dois países enfrentam uma piora por causa da prisão de Metin Topuz, funcionário do consulado americano de nacionalidade turca, e de outros americanos com supostos laços com um movimento liderado pelo clérigo Fethullah Gulen, que vive nos EUA.

A "guerra dos vistos" ocorre após meses de tensão crescente entre Ancara e Washington, ligada a desacordos sobre a Síria e ao pedido de extradição de Gulen pela Turquia, que continua sem resposta.

Os EUA suspenderam no domingo a emissão de vistos para turcos, após a prisão de um funcionário do consulado americano em Istambul na semana passada elevar as tensões entre os dois aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Horas depois a Turquia anunciou estar adotando as mesmas medidas contra cidadãos norte-americanos.


Este brusco agravamento das relações repercutiu com força nos mercados: a Bolsa de Istambul abriu esta segunda-feira com baixa de 4%, e a libra turca era cotada a 3,71 por dólar (diante dos 3,61 de sexta-feira), após alcançar o máximo de 3,92.

O ministro da Justiça, Abdulhamit Gul, disse que, se os EUA tiverem preocupações sérias com suas missões na Turquia, medidas serão adotadas para abordá-las.

Quanto à suspensão dos procedimentos de visto entre a Turquia e os EUA, o líder turco disse: "Esta decisão, antes de mais, é muito lamentável". A medida levou a Turquia imediatamente a interromper o serviço de visto para os cidadãos dos EUA, em retaliação.

Além disso, a missão diplomática americana criticou "os vazamentos de fontes governamentais turcas com o aparente objectivo de julgar funcionários nos meios de comunicação, ao invés de fazê-lo nos tribunais".

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