MPF denuncia Sérgio Cabral, empresário 'Rei Arthur' e mais sete

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro entregou à Justiça nesta terça-feira, 10, uma nova denúncia criminal contra o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, por supostamente receber uma propina de US$ 10,4 milhões.

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), o ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes, o empresário Arthur Cesar de Menezes Soares Filho (conhecido como Rei Arthur) e mais cinco pessoas no último domingo (8).

"No Brasil, o pagamento de vantagens indevidas era feito por meio de entrega de dinheiro em espécie, celebração de contratos fictícios ou pagamento de despesas pessoais de membros da organização criminosa". De acordo com a procuradoria, o patrimônio passou de R$ 16 milhões em 2006 para R$ 156 milhões em 2007, quando Cabral assumiu o governo do Estado.

Não consta, porém, da peça enviada ontem ao juiz Marcelo Bretas o capítulo referente à compra de votos para a realização da Olimpíada no Rio de Janeiro - isso fica um pouco mais para frente.

Essa é a 15ª denúncia contra o ex-governador do Rio na Lava-Jato.

O MPF menciona a participação de Eliane Cavalcante, também denunciada e sócia de Arthur Soares, na facilitação de transferências de recursos para o grupo de Cabral através da empresa de consultoria GRALC Consultoria Empresarial (hoje LRG Agropecuária) de Carlos Miranda, muito próximo de Cabral e denunciado nas operações Calicute e Eficiência. Renato e o irmão, Marcelo, são os doleiros que fizeram delação premiada e apontaram US$ 100 milhões do esquema do ex-governador fora do país.

Outro denunciado é Sergio Côrtes, ex-secretário estadual de Saúde, que, segundo os procuradores, "solicitou, aceitou promessa e recebeu vantagem indevida" de R$ 148 mil entre 2011 e 2012. Na primeira instância, Cabral já foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a 14 anos e dois meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.


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