Descongelamento das progressões na carreira será feito em dois anos

"Cabe ao governo apresentar o cenário macroeconómico", precisou o íder parlamentar do Bloco recusando "entrar em querelas com o PSD, que tem sido desacreditado a cada passo". Em janeiro de 2019, seriam descongelados mais 33% dos aumentos correspondentes e o restante só em dezembro de 2019.

Pedro Filipe Soares, que esteve esta quarta-feira reunido com o governo - que está a apresentar aos partidos as linhas gerais do OE - recusou falar sobre o cenário macroeconómico e comentar a afirmação de Maria Luís Albuquerque que, no final do encontro do PSD com o governo referiu que tinha sido transmitido que 2018 seria um ano de abrandamento na economia.

O Bloco espera que este dossier seja fechado até sexta-feira, data da entrega do OE 2018 na Assembleia da República, admitindo que a discussão continuará no debate na especialidade, que se prolonga até novembro.

"Bater-nos-emos para que seja possível", acrescentou Pedro Filipe Soares.

De acordo com o documento do Ministério das Finanças que esta tarde vai ser discutido com os sindicatos, o descongelamento das carreiras será feito em dois anos e não em quatro como inicialmente se previa, mas em 2019 o pagamento será faseado, sendo efetuado em janeiro e dezembro.

O mesmo acontece com o adicional de IRC a aplicar às empresas, que "não está fechado" se se conseguirá aplicar ou não no próximo orçamento.

Pedro Filipe Soares recordou ainda que os bloquistas já fecharam o dossiê fiscal, ou do IRS.

De acordo com o Dinheiro Vivo, o descongelamento integral das progressões e das promoções das carreiras na Função Pública custará cerca de 600 milhões de euros brutos e, segundo fonte do Governo, 80% dos funcionários públicos terão um aumento do rendimento disponível já em 2018, na sequência desta medida.

Atingimos a meta do desagravamento de 400 milhões de euros no IRS das famílias.

Os sindicatos da Administração Pública vão ser recebidos pelo Ministério das Finanças já esta quinta-feira.

A proposta inicial do Governo era descongelar as progressões a partir do próximo ano, mas fazer a reposição salarial que deverá acompanhá-la em quatro anos, ao ritmo de 25% por ano.


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