Estudo aponta recorde em índice de assassinatos de jovens no Brasil

O levantamento colheu dados de 300 municípios brasileiros com população igual ou superior a 100 mil habitantes.

Se nada for feito para mudar a violência nos municípios brasileiros acima de 100 mil habitantes, de 2015 até 2021, 43 mil jovens poderão ser assassinados.

Assassinatos de adolescentes batem recorde histórico no Brasil - para cada 1.000 adolescentes que completam 12 anos, 3,65 morrem vítimas de homicídio antes de chegar aos 19 anos.

Segundo a pesquisa, a região mais violenta para os jovens é a Nordeste, com índices de assassinatos superiores a seis.

A região Nordeste apresentou o índice mais elevado: 6,50. Lá, de cada grupo de mil, quase quatro jovens são vítimas de homicídios.

O cenário alarmante é sintoma do acúmulo de altas no IHA regional - de 2005 a 2014, a taxa do Nordeste passou de pouco menos de 3 para quase 7. Na visão do representante da Unicef no Brasil, Florence Bauer, os dados refletem a falta de oportunidades, que "tem determinado cruelmente a vida de muitos adolescentes". "É primordial que o país valorize melhor a segunda década de vida e dê à adolescência a importância que ela merece", acrescentou a especialista. O Rio ficou em 19º lugar, com índice de 2,71, e São Paulo, em 22º, com 2,19. A Unicef contou com a parceria do Ministério dos Direitos Humanos do Brasil, Observatório de Favelas e o Laboratório de Análise da Violência, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Acesso o relatório sobre 2014 clicando aqui. Em 2014, os adolescentes do sexo masculino tinham um risco 13,52 vezes superior ao das adolescentes do sexo feminino, e os adolescentes negros, um risco 2,88 vezes superior ao dos brancos. Segundo a entidade, a probabilidade de o jovem ser morto por meio de arma de fogo é 6,11 maior em comparação com outras vias. Em Fortaleza, metade dos homicídios de adolescentes aconteceu em média a 500 metros da casa da vítima.


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