Francisco J. Marques: "Isto é uma grande derrota para o Benfica"

O Tribunal Cível do Porto rejeitou esta sexta-feira a providência cautelar interposta pelo Benfica sobre o chamado "caso dos emails", no sentido de impedir o FC Porto de divulgar mais emails, como tem acontecido no Porto Canal, no programa Universo Porto da Bancada, considerando que não ficou provado que este configurasse "o instituto da concorrência desleal", avança o jornal "Expresso".

O principal motivo apontado era a "concorrência desleal", que poderia levar a empresa (o Benfica) a perder clientes. "Por um futebol limpo", afirmou o diretor de comunicação dos dragões na sua conta no twitter.

"Manifestamente não é concebível uma transferência de adeptos ou sócios de um clube para outro, pelo menos com dimensão significativa e, em termos de repercussão económica" com a divulgação dos emails por parte do FC Porto.

"Não se mostra alegado qualquer facto que indicie, ou de onde se possa retirar a possibilidade, o potencial dano, de por força dos factos alegados, qualquer dos patrocinadores, nomeadamente a Emirates, fazer cessar o seu patrocínio", pode ainda ler-se.

O Tribunal Cível do Porto ressalvou, de resto, ter analisado o caso apenas da perspectiva do argumento apresentado pelas águias, eventual concorrência desleal, pelo que as "alegadas ilicitudes na obtenção dos elementos", dados que poderão ter "relevância em sede penal", não o têm em "sede do instituto da concorrência desleal".

A decisão da justiça portuense permite, assim, que o diretor de comunicação do FC Porto continue a expor as referidas mensagens sem qualquer tipo de restrição jurídica.

O dirigente salientou que as revelações que os azuis e brancos têm feito "são de interresse público" e que o FC Porto "continuará, sempre que achar que há interesse público, a desmascarar práticas" suspeitas.


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