Pensões: Aumentos extraordinários faseados em 2018 custam 47 milhões em 2019

O AbrilAbril confirmou a informação avançada pela Lusa ao final da tarde: 2018 vai ser mais um ano de recuperação de poder de compra para os pensionistas que menos recebem, com a inclusão do aumento extraordinário de dez euros, à semelhança do que aconteceu para este ano.

Nas diversas reuniões e contactos entre o executivo socialista e elementos dos partidos com os quais tem posições conjuntas prosseguem até sexta-feira, data de entrega no parlamento do OE2018, ficou também definido o fim do corte de 10% no subsídio de desemprego ao fim de seis meses daquele apoio social e o aumento da derrama estadual de IRC para empresas com lucros acima de 35 milhões de euros.

O aumento extra das pensões foi uma proposta introduzida no debate do Orçamento pelo PCP, que pretendia que a medida se aplicasse a todos os pensionistas, estimando um custo de 140 milhões de euros, mas fez também parte das reivindicações do Bloco junto do ministro das Finanças na negociação do Orçamento. O BE, por sua vez, acordou com o PS (logo em Novembro de 2015) apenas o seu descongelamento e a aplicação da lei que, em 2018, garante apenas um aumento de dez euros para quem ganha mais de 588 euros.

Segundo a mesma fonte, a medida vai abranger um universo total de mais de 1,6 milhões de reformados.

Assim, no próximo ano o Estado pagará mais 35 milhões de euros para suportar este aumento das pensões, fatura que agrava para os 47 milhões no ano seguinte.

Já a atualização automática das pensões, na sequência do Estatuto do Aposentação, representa um custo de 357 milhões de euros.


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