Polícia faz busca na casa de filho de Lula em Paulínia (SP)

Numa operação realizada na passada terça-feira mas que nesta quinta ainda não estava totalmente esclarecida e gerava muita polémica, a Polícia Civil (Judiciária) invadiu no interior do estado de São Paulo a residência de um dos filhos do antigo presidente brasileiro Lula da Silva, Marcos Lula da Silva, numa acção que visava apreender droga supostamente escondida no imóvel.

A operação na casa do filho do ex-presidente foi deflagrada depois de uma denúncia anônima por suposto uso de drogas, mas nada foi encontrado pela polícia.

A secretaria, subordinada ao governador tucano Geraldo Alckmin, afirmou que investigará a diligência em um procedimento administrativo e que, para preservar a apuração, afastará o comissário Rodrigo Luís Galazzo. "A busca e apreensão, feita a partir de denúncia anônima e sem base, não encontrou no local o porte de qualquer bem ou substância ilícita, o que é suficiente para revelar o caráter abusivo da medida", afirmou ele. Em seis tuítes sobre o assunto, Dilma chamou a operação de "uma ação abusiva cometida por exibicionismo midiático".

A Justiça determinou a devolução dos bens apreendidos pela polícia na casa de, filho do ex-presidente.

De acordo com informações não oficiais, já que a polícia e o governo de São Paulo preferem não dar detalhes sobre a acção, na casa, localizada na cidade de Paulínia, a 117 km de São Paulo, não foram encontradas nem armas nem estupefacientes.

Marcos Cláudio, Marisa e Lula durante campanha em 2016. "Arbitrariedades policiais como estas levaram ao suicídio do reitor da UFSC Universidade Federal de Santa Catarina, um homem a quem não se deu direito de defesa".

O texto afirma que a medida foi tomada "sem qualquer fundamento real" e que a "perseguição a Lula e sua família não tem limites".

A ex-presidente também disse que se tratou de uma perseguição a Lula.


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