Dragões derrotados, mas vivos — Leipzig x Porto

O FC Porto perdeu ontem em Leipzig, por 3-2, num jogo em que o resultado ainda assim foi melhor do que a exibição.

O espetáculo da primeira parte não teve repercussão na segunda: o ritmo de jogo foi bastante menos intenso e as oportunidades de golo praticamente não existiram. No meio estava a virtude (alemã) e o defeito (português) com essa zona central portista a meter água com e sem bola.

O jogo ficou mais equilibrado, mas os alemães aplicaram dois golpes profundos com dois golos de rajada de Forsberg e Augusstin, aos 38 e 40 minutos. A partir daí, quem visse a facilidade com que o RB Leipzig criava situações de perigo, não acreditaria que, do outro lado, estava a defesa menos batida da Liga Portuguesa. A pressão do meio-campo feita por Keita, Sabitzer, Kampl e Forsberg foi sempre muito mais do que a do FC Porto, tendo a equipa alemã tido sempre uma atitude ofensiva, com as linhas sempre adiantadas comprimindo o FC Porto até ao impossível. Ao fim de 35 minutos, o FC Porto parecia finalmente conseguir respirar. Tínhamos dois golos de avanço, mas deixámo-los recolar.

A verdade é que o primeiro ataque dos portistas no encontro resultou no empate. No entanto, a ingenuidade defensiva do RB Leipzig e a eficácia do FC Porto, voltaram a colocar o resultado em aberto, com o golo de Marcano ainda antes do intervalo.

Sérgio Conceição apostou num onze muito diferente daquele que apresentou no jogo da Taça de Portugal frente ao Lusitano de Évora (6-0) - resistiram quatro jogadores -, mas muito próximo daquele que fez alinhar de início na vitória categórica no Mónaco (3-0), na segunda jornada da Champions. Aos 79 minutos, Romário Baró assistiu Diogo Dalot, para o forte disparo do jovem lateral.


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