Doação de sangue por homossexuais é adiada — STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista nesta quinta-feira (26/10) da ação que questiona restrições à doação de sangue por homens gays. Barroso disse que Mendes tem parceria com a leniência em relação à criminalidade do colarinho branco. Prevalece o voto do relator, Edson Fachin, que foi seguido por Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux.

Já o procurador Carlos Fernando afirmou que "já passou da hora de colocar a verdade a vista de todos", ao dizer que as críticas a Gilmar foram "muito bem" feitas.

No plenário da Corte, Barroso acusou Gilmar de 'destilar ódio constante'.

"Essa manifestação do ministro Gilmar Mendes sobre a figura de José Dirceu é escancaradamente política e não jurídica". Também afirmou que o colega tem "leniência em relação à criminalidade de colarinho branco". Carminha, boquiaberta, não conseguia acabar com o bate-boca.

"Vossa Excelência deveria ouvir a última música do Chico Buarque: 'A raiva é filha do medo e mãe da covardia'".

"Vossa Excelência muda a jurisprudência de acordo com o réu".

"Não julga. Não fala coisas racionais, articuladas", atacou Barroso. "Sempre fala coisa contra alguém, sempre com ódio de alguém, sempre com raiva de alguém".


Luís Roberto Barroso: Aliás, vossa excelência normalmente não trabalha com a verdade.

A discussão ocorreu durante julgamento de um caso relativo a tribunais de contas do Ceará, quando então Gilmar criticou as contas do Rio.

Mais adiante, Gilmar foi à forra. Fui o presidente do STF que foi inicialmente que liderou todo o mutirão carcerário. "Não sou advogado de bandidos internacionais", provocou.

Barroso não deixou por menos.

Barroso disse que Gilmar "vai mudando a jurisprudência de acordo com o réu" e que promove não o Estado de Direito, mas um "Estado de Compadrio". Marco Aurélio é desafeto do ministro Gilmar Mendes.

No início da sessão desta quinta (26), Mendes se mostrou preocupado com a repercussão que a decisão da Corte pode ter em termos de gastos e do controle da qualidade do sangue coletado.

Carmen Lúcia: Ninguém faz, ministro, o Supremo faz julgamentos. "Senhores ministros, eu peço por favor, estamos no Plenário". Mendes respondeu dizendo que não era "advogado de bandido internacional", referindo-se ao fato de Barroso já ter defendido Cesare Battisti, que teve o status de refugiado no Brasil revogado recentemente pelo presidente Michel Temer. Até que Cármen Lúcia interrompeu, fez algumas considerações sobre o julgamento e encerrou a sessão.


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