Trump decide não liberar todos os documentos sobre morte de Kennedy

Pedidos para manter secretos centenas de documentos relacionados com o assassínio do presidente norte-americano John F. Kennedy, na sua maioria da CIA e do FBI, limitaram a 2800 os que foram divulgados na quinta-feira.

Em 1992, o Congresso americano decidiu que todos os documentos relacionados à investigação sobre o assassinato de Kennedy deveriam se tornar públicos até 26 de outubro de 2017.

A CIA assegura que nenhum dos 18 mil registos vai ser mantido secreto na totalidade e que as partes editadas - ou escurecidas - destes documentos representam menos de 1% da informação total da CIA contida nesta documentação. O prazo acabou na quinta-feira.

Ao longo dos próximos seis meses, os documentos que permanecem confidenciais por incluírem passagens censuradas estarão a ser analisados.

Há 54 anos que a morte do Presidente Kennedy tem alimentado inúmeras teorias da conspiração desde que foi baleado em Dallas, no Texas, em 1963.

"Não tenho escolha -hoje- a não ser aceitar estas revisões, em vez de permitir danos potencialmente irreversíveis à segurança da nossa nação", escreveu o presidente dos EUA.


O Arquivo Nacional dos Estados Unidos deverá ainda nesta quinta-feira disponibilizar em seu site para consulta 2,8 mil documentos relacionados ao assassinato de Kennedy, que ocorreu em 22 novembro de 1963, em Dallas. Um agente da polícia, JD Tippit, também sucumbiu aos ferimentos de bala.

Entre eles está a viúva de Lee Harvey Oswald, Marina.

A investigação concluiu que Oswald cometeu o crime sozinho. A 24 de novembro, dois dias depois do assassinato, Oswald foi morto a tiro na cave do departamento da polícia de Dallas por Jack Ruby, dono de uma discoteca local.

Historiadores que pesquisam sobre o ataque contra Kennedy afirmaram que o acesso a esses documentos não deve oferecer novos detalhes surpreendentes sobre o motivo que levou Lee Harvey Oswald a atirar no presidente e também não deve responder à questão se havia mais alguém envolvido no atentado. Ele continua a ser um dos presidentes americanos mais admirados.

Milhares de livros, artigos, programas de TV e filmes exploraram a ideia de que o assassinato de Kennedy teria sido o resultado de uma elaborada conspiração.


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