Catalunha: Rajoy afirma que Espanha restaurará a legalidade na região

A autorização foi aprovada com 214 votos a favor - incluindo PP, PSOE e Ciudadanos - e 47 votos contrários, incluindo o Unidos Podemos.

De acordo com Rajoy, a autorização para dissolver o Parlamento catalão tem o objetivo de permitir que ele convoque eleições na região "em um prazo máximo de seis meses". "Não se trata de suspender o autogoverno, mas de devolvê-lo à normalidade o quanto antes, uma normalidade que começa com lei e devolve aos catalães".

Em Berlim, o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, afirmou em comunicado que a Alemanha "vê com preocupação o agravamento da situação na Catalunha" e "não reconhece uma tal declaração de independência".

"Estas são (as medidas) mais importantes".

O Governo espanhol, que tem agora de decidir como e quando vai aplicar as medidas, convocou um conselho de ministros extraordinário para as 18 horas locais (17 horas em Lisboa). Ele prometeu falar à imprensa à noite.


O governo também decretou o fim das delegações diplomáticas abertas pela Generalitat em diversas cidades do mundo, como Nova York e Paris, e destituiu o diretor dos Mossos d'Esquadra, nome da força policial da região.

"É preciso usar os instrumentos pacíficos para recuperar a legalidade. Digo a todos os catalães que as coisas serão bem feitas, com moderação e eficiência", afirmou o primeiro-ministro.

"O Presidente da República, tal como o Governo, reafirma o respeito pela unidade do Estado espanhol, incompatível com o reconhecimento da invocada declaração unilateral de independência da Catalunha, que, além de não respeitar a Constituição [espanhola], não contribui para a salvaguarda do Estado de direito democrático e o regular funcionamento das instituições", lê-se no documento.

Antes da votação, a presidente do parlamento, Carme Forcadell, disse aos parlamentares que a decisão estaria sujeita a possíveis intervenções do tribunal.

Ao final, 70 deputados votaram em favor da resolução separatista, enquanto dez se manifestaram contra e dois votaram em branco. Antes, 53 deputados, de um total de 135, haviam abandonado a sessão. A oposição boicotou a votação e a qualificou como ilegal.


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